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I Fórum Internacional de Alimentação e Nutrição recomenda a fomentação do desporto e da nutrição

Cidade da Praia, 27 Set (Inforpress) – O I Fórum Internacional de Alimentação e Nutrição em Cabo Verde, conclui que é necessário fomentar mais o conhecimento do desporto e da nutrição e orientar e regular os suplementos e medidas para melhorar a rentabilidade do desporto.

Estas são, entre outras recomendações apresentadas pela porta-voz, Antonieta Martins, que falava aos jornalistas momentos antes do encerramento do I Fórum Internacional de Alimentação e Nutrição em Cabo Verde que decorreu de 25 a 27 deste mês, sendo quarta e quinta-feira, em Santa Catarina, no interior de Santiago e hoje na Praia.

“É preciso fomentar mais o conhecimento do desporto e da nutrição para que orientemos a população para não estarem a fazer exercício físico de qualquer forma, que a utilização dos suplementos e das medidas para melhorar a rentabilidade no desporto seja orientada e regulada para que as pessoas não cometam erros que possam ter consequência na sua saúde”, concluiu.

Antonieta Martins, que é também professora do curso de medicina da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), adiantou que o evento indicou que é preciso ter também atitude muito proactiva no que diz respeito à fundamentação e ao conhecimento daquilo que a população cabo-verdiana tem feito a nível da alimentação.

Segundo avançou, os cabo-verdianos cometem muitos erros em matéria de nutrição, sendo que um dos principais estão relacionados com o problema cultural e o uso de determinados alimentos, mas também com o uso excessivo dos cereais, açúcar, alimentos processados com muito sal e aditivos e consumo de doces.

Por outro lado, sublinhou que existe um grande problema de equilíbrio entre a alimentação e o exercício físico e o problema do álcool, práticas essas que, no seu entender, devem ser mudadas com políticas e medidas convincentes.

A responsável concluiu que é preciso mudar essa cultura alimentar e trazer hábitos e práticas mais saudáveis para o dia-a-dia com hábitos de vida mais saudáveis como o consumo de frutas, mais legumes, peixes e praticar mais exercícios físicos.

Na ocasião reconheceu que essa má prática tem provocado consequências negativas relacionadas com doenças cronicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes e em número muito consideráveis.

Segundo Antonieta Martins, o problema de nutrição em Cabo Verde tem a ver com a questão do acesso, da prática, da forma como os cabo-verdianos comem e vivem, mas também com a sustentabilidade da agricultura sendo que o país depende muito da chuva e não há muitas alternativas em relação a água das chuvas.

“É preciso ter alternativas e que as comunidades tenham acesso a essas informações para que tenham uma atitude positiva em relação a esses aspectos da falta de água, mas também que saibam gerir a pouca água existente e busquem alternativas para produção de água para a agricultura”, concluiu.

O evento foi promovido pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) em parceria com a Universidade de Pernambuco (UEFE), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO em Cabo Verde), Organização Mundial da Saúde e Ministério da Agricultura e Ambiente.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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