HUAN realiza com sucesso sua primeira cirurgia de endarterectomia de carótidas

Cidade da Praia, 31 Jan (Inforpress) – A equipa de Cirurgia Vascular do Hospital Universitário Dr. Agostinho Neto (HUAN) realizou, com sucesso, a sua primeira cirurgia de endarterectomia de carótidas em Cabo Verde, informou hoje a instituição.

Em nota de imprensa, o conselho de administração explica que com esta cirurgia, o HUAN deu mais um passo “importante” na prevenção de novos casos e tratamento de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“Isto representa mais um marco histórico, um passo importante no fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde. O HUAN continua focado em continuar a reforçar as condições técnicas para intervenções cirúrgicas desta complexidade trazendo assim melhores opções para os casos nacionais e, neste sentido, parabeniza os especialistas do hospital e deseja breves recuperações à paciente”, lê-se na nota de imprensa divulgada pelo Hospital da Praia.

A endarterectomia carotídea é um tratamento cirúrgico para a doença da artéria carótida, ou seja, os vasos sanguíneos principais que transportam sangue e oxigênio para o cérebro.

Na doença aterosclerótica da artéria carótida, estas artérias tornam-se estreitas por formação de placas de gordura e cálcio no seu interior e reduz o fluxo de sangue para o cérebro, o que pode causar um acidente vascular cerebral isquémico (AVCI) ou um ataque isquémico transitório (AIT).

Os pacientes ameaçados de infartos cerebrais podem ser previamente identificados e direccionados a tratamentos específicos, sendo que o tratamento da estenose carotídea constitui um dos pilares da prevenção dos acidentes vasculares cerebrais.

Numa cirurgia de endarterectomia de carótida, o médico remove a placa que obstrui a passagem do sangue na artéria carótida, fazendo uma incisão no lado do pescoço sobre a artéria carótida afectada para se remover a placa afectada, restaurando o fluxo de sangue normal para o cérebro.

A causa mais comum da estenose carotídea é a aterosclerose (que são placas de gordura e cálcio), responsável por 10% a 20% dos casos de acidentes vasculares cerebrais isquémicos.

PC/JMV

Inforpress/Fim

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