RSSN está preparada para propor melhores soluções aos pacientes com problemas de saúde mental- responsável

Tarrafal, 26 Set (Inforpress) – O director da Região Sanitária de Santiago Norte (RSSN) garantiu que hoje que questão de saúde mental é “uma prioridade na região”, realçando que estão preparados para dar respostas e propor melhores soluções aos pacientes que sofrem deste distúrbio.

João Baptista Semedo falava à imprensa, à margem do colóquio sobre saúde mental e os determinantes da saúde, uma troca de experiência entre os jornalistas e os profissionais de saúde, realizado no Salão Nobre da Câmara Municipal do Tarrafal, interior de Santiago.

Para o director da RSSN, saúde mental é uma questão ‟preocupante” em qualquer país e Cabo Verde ‟não foge à regra”, destacando, entretanto, que no país a situação ‟não é caótico”, comparada com outras realidades.

‟Em Cabo Verde, não temos uma situação alarmante, do ponto de vista de suicídio, mas temos um nível controlado dentro da nossa cultura”, frisou.

Contudo, afirmou que devido ao consumo exagerado de álcool na região norte e por ser grande produtor do álcool, este vem sendo um dos factores de risco para doenças mentais e não só.

No entanto, a mesma fonte disse que estão a trabalhar a orientação dada pela OMS, recomendando uma abordagem em comunidade, educando a população e entidades sociais nas formas que devem agir para proteger as pessoas com deficiência.

O responsável adiantou que na região norte existe uma rede de atenção primária em todos os centros de saúde e clínicos gerias que estão capacitados para lidar com esta questão, lembrando que o hospital regional está apetrechado com uma psiquiatra, uma rede de psicólogos e rede de assistentes sociais para fazer a ponte entre a estrutura de saúde e a comunidade.

João Baptista Semedo frisou que esperam que os jornalistas saiam mais sensibilizados com as questões de saúde em geral, principalmente a saúde mental.

Por sua vez, a presidente da Rede dos Jornalistas Para o Ambiente (REJA), Joana Lopes, afirmou que este colóquio é uma ‟excelente iniciativa”, realçando que é uma oportunidade para partilhar com os técnicos de saúde e tirar dúvidas sobre doenças mentais, de forma a ‟mudar e melhorar” a abordagem dos trabalhos jornalísticos sobre a problemática.

Para esta associada da AJOC, a falta de informação origina a ‟fraca sensibilidade no tratamento de informação”, sobretudo, na questão de saúde mental, por isso, considera necessário capacitar os profissionais da área da comunicação, justificando que isso contribuirá para que as pessoas tenham mais saúde.

Este colóquio é uma iniciativa da Região Sanitária Santiago Norte, em parceira com a Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) e Rede de Jornalistas para o Ambiente (REJA).

O evento contou, igualmente, com a presença dos diferentes técnicos de saúde da região norte, profissionais da comunicação social e estudantes de jornalismo.

VC/JMV

Inforpress/Fim

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