Hotel detido pelo Estado cabo-verdiano na ilha do Sal vai ser vendido

Cidade da Praia, 04 Jan (Inforpress) – O Governo de Cabo Verde pretende vender o Hotel Atlântico, construído pelo Estado na ilha do Sal, mas que não funciona, conforme autorização para o processo de alienação, a que a Lusa teve hoje acesso.

Aquele hotel, constituído por oito pavilhões, na cidade de Espargos, é detido pela empresa estatal com o mesmo nome, cuja alienação do capital social já tinha sido autorizada em 2014, sem sucesso, avançando agora a venda do empreendimento.

“Tendo em conta que o património imobiliário da empresa não foi alienado e que o Estado não tem vocação para exploração de hotéis, o imóvel encontra-se a degradar-se, não parece razoável e nem economicamente vantajosa para o Estado que num país turístico, com inúmeras empresas do sector privado vocacionadas para o desenvolvimento turístico, que o referido complexo turístico continue a degradar-se ou então que seja alienado a uma empresa”, lê-se na resolução do Conselho de Ministros, de 28 de Dezembro.

A resolução autoriza o ministro das Finanças a proceder à alienação, em hasta pública, daquele imóvel, com uma área total de 13.491,99 metros quadrados, composto por oito pavilhões dentro de um triângulo murado e urbanizado e um outro pavilhão no exterior, com vários serviços, como cozinha e lavandaria. Um dos pavilhões conta com 19 quartos, um com cinco moradias e outro com três moradias da mesma tipologia T2, e outros dois com 12 suítes cada.

Ainda será necessário fixar o regulamento da venda do empreendimento.

A empresa Hotel Atlântico foi criada pelo Estado em 1995, após um investimento público de 10 milhões de escudos (90 mil euros, à taxa de câmbio atual). Em 2014, na legislatura anterior, o Governo então liderado por José Maria Neves reconheceu a progressiva degradação do empreendimento e o acumular de prejuízos, depois de falhada a opção, iniciada dez anos antes, de gestão do equipamento por uma empresa privada.

Foi tomada então a opção de alienação do capital social da empresa, por 45 milhões de escudos (405 mil euros), mas que também nunca foi concretizada, continuando o equipamento a deteriorar-se.

Cabo Verde recebeu em 2019 um recorde de 819 mil turistas, sector que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sendo que praticamente metade visitaram a ilha do Sal.

Inforpress/Lusa

Fim

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