Guiné Equatorial diz que adiamento de cimeira da CPLP permitirá cumprir tarefas

Lisboa, 29 Jun (Inforpress) – O embaixador da Guiné Equatorial em Portugal admitiu, sem nunca falar de abolição da pena de morte, que o adiamento da cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “joga a favor” do seu país, para que apresente o resultado “esperado”.

“Relativamente à Guiné Equatorial, independentemente da cimeira, o país está a trabalhar para cumprir as suas tarefas. Ainda mais o tempo de prolongamento jogou em benefício de nós, e com muita calma vamos sair a fazer o trabalho acabado”, afirmou Tito Mba Ada, em declarações à Lusa, questionado se o adiamento da cimeira de Chefes de Estado e de Governo poderia ajudar aquele estado-membro a concluir o processo de abolição da pena de morte.

Sobre o adiamento para Julho de 2021, ainda sem data concreta, o diplomata considerou uma decisão “natural, por causa da pandemia, e por consenso, que se faça um adiamento”.

“Nós estamos em condições de preparar a cimeira. Angola é um país que gosta de fazer bem as coisas e vamos acompanhar o processo para preparar melhor a cimeira”, acrescentou.

Por seu lado, o embaixador de Cabo Verde em Lisboa, país que tem a presidência rotativa da CPLP, que será prolongada até Julho do próximo ano por causa do adiamento da cimeira, disse que o pedido de Angola visa assegurar as condições políticas adequadas.

O pedido de Luanda “não teve só a ver com a pandemia. Tem a ver com as condições políticas e com a sua agenda política interna e externa. A agenda dos seus compromissos, a logística, tudo isto”, afirmou em declarações à Lusa o diplomata de Cabo Verde.

“Chegaram à conclusão de que não existem condições para se fazer a cimeira em Julho” deste ano, explicou.

A abolição da pena de morte foi uma das condições estabelecidas pela CPLP aquando da adesão de Malabo em 2014, mas, até ao momento, continua prevista na legislação equato-guineense.

O Presidente Teodoro Obiang, 77 anos, que governa o país há mais de 40 anos, anunciou, em Abril de 2019, durante uma visita oficial a Cabo Verde, a intenção de submeter, brevemente, ao parlamento do país uma proposta de lei para abolir a pena de morte, o que até agora não aconteceu.

Além da Guiné Equatorial, de Angola e Cabo Verde, são também estados-membros da CPLP Brasil, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Inforpress/Lusa

Fim

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