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Guiné-Bissau precisa de um Presidente da República que seja “bombeiro árbitro e policial” – embaixador (c/áudio)

Cidade da Praia, 24 Set  (Inforpress) – O embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde disse hoje que o seu país precisa de um Presidente da República que seja um “bombeiro, um árbitro, um policial e um aconselhador” e que seja um “fazedor de pontes”.

M’balá Alfredo Fernandes fez esta apreciação em declarações à imprensa, no final do acto de imposição de uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, na Cidade da Praia, por ocasião da celebração, hoje, do 46º aniversário da Independência da Guiné-Bissau.

Para o diplomata, hoje é um dia histórico para Guiné-Bissau e também deve ser um dia de reflexão, por isso, por mais que estejam a passar por momentos de “crises política ou não”, devem recordar esse dia com “Dia da Independência, da bandeira e de unir o povo”.

No dia 24 de Novembro, os guineenses vão escolher o futuro Presidente da República e, na perspectiva de M´balá Alfredo Fernandes, este período de pré-campanha, em que os candidatos estão a depositar as suas candidaturas no Supremo Tribunal da Justiça, tem decorrido num “ambiente calmo de paz social”.

“Estamos serenos e a ver para o dia 24 se vamos eleger um Presidente da República que será o garante da estabilidade, da paz, um arbitro e, ao mesmo tempo um policial e um bombeiro do sistema político guines, por isso o ambiente é de paz e calminha e hoje é um dia de festa e vamos juntar esse dia também para ser um dia de reflexão” sublinhou.

Informou que os observadores internacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade Económica do Estado da África Ocidental (CEDEAO) e outras organizações internacionais já foram convidadas para assistirem às eleições de 24 de Novembro.

O Presidente da República de Cabo Verde, interino, Jorge Santos, que testemunhou a cerimónia, disse que a Guiné-Bissau, como “país amigo”, é “importante para Cabo Verde nas suas relações históricas”, no presente e na projecção do desenvolvimento do futuro no quadro da CEDEAO.

Com o aproximar das eleições, Jorge Santos disse esperar que sejam encontradas as “vias e caminhos necessários” para um processo eleitoral “na normalidade” e que os prazos sejam cumpridos e as eleições decorram da “melhor forma possível”.

Em nome do Governo, o ministro de Estado, dos Assuntos Parlamentares, da Presidência do Conselho de Ministros e Ministro do Desporto, Fernando Elísio Freire, mencionou as “boas relações” entre os dois países que lutaram juntos para a independência.

“Nós estamos a reforçar as relações em várias áreas (…) no processo eleitoral estamos a cooperar com Guiné-Bissau, estamos a trabalhar para uma melhor integração dos guineenses aqui em Cabo Verde e dos cabo-verdianos na Guiné-Bissau”, sublinhou.

No quadro das relações na Comunidade dos Países de Língua Portuguesas (CPLP) considerou que esforços estão a ser envidados para se abrir uma representação da comunidade em Bissau.

A cerimónia de imposição da cora de flores contou ainda com a presença do corpo diplomático, de Combatentes da Liberdade da Pátria, da comunidade guineense e amigos da Guiné-Bissau residentes em Cabo Verde.

AM/AA

Inforpress/Fim

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