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Guiné-Bissau: Novo PM diz que quem anuncia ilegalidades são os tribunais

Bissau, 29 Out (Inforpress) – O novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Faustino Imbali, disse hoje que quem anuncia ilegalidades são os tribunais, referindo-se à posição da comunidade internacional sobre a sua tomada de posse.

“Acho que quem anuncia a ilegalidade são os tribunais. As interpretações jurídicas são absolutamente diferentes”, disse Faustino Imbali, quando questionado pelos jornalistas sobre a posição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que considerou o decreto da demissão do Governo liderado por Aristides Gomes ilegal.

No final da cerimónia em que tomou posse como primeiro-ministro, Faustino Imbali disse aos jornalistas que a sua “única prioridade” é organizar as eleições presidenciais em 24 de Novembro.

Questionado sobre se perante a actual situação política do país contaria com o apoio financeiro da comunidade internacional para organizar o escrutínio, Faustino Imbali disse que a Guiné-Bissau faz parte da comunidade internacional.

“Teremos as palavras justas para convencer a CEDEAO sobre o caminho que a Guiné-Bissau escolheu percorrer”, disse, acrescentando que se for necessário o país faz as eleições com os próprios recursos.

Sobre o facto de Aristides Gomes afirmar que vai continuar no cargo, Faustino Imbali disse que “ele não é o único primeiro-ministro que foi demitido”.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, demitiu na segunda-feira o Governo liderado por Aristides Gomes e nomeou hoje Faustino Imbali, do Partido de Renovação Social, como primeiro-ministro.

Aristides Gomes, cuja nomeação resultou das eleições legislativas de Março passado, disse hoje aos jornalistas que se vai manter no cargo apesar de o Presidente do país o ter exonerado na segunda-feira.

A CEDEAO, que tem mediado a crise no país, considerou o decreto ilegal e reiterou o apoio a Aristides Gomes.

Portugal anunciou também que reconhece como legítimo o Governo de Aristides Gomes, tal como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o secretário-executivo a admitir que a organização seguirá eventuais sanções ao país.

Inforpress/Lusa/Fim

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