Guiné-Bissau: Enviado especial do Presidente da República diz que há uma campanha difamatória contra o País

Cidade da Praia, 05 Abr (Inforpress) – O enviado especial do Presidente da Guiné-Bissau, o ministro do Estado, da Energia e Indústria, Florentino Mendes Pereira, disse hoje, na Cidade da Praia, que há uma campanha de difamação contra a Guiné Bissau no estrangeiro.

Florentino Mendes Pereira que falava aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, para o transmitir uma mensagem de José Mário Vaz, escusou-se a apontar nomes de eventuais implicados, preferindo falar “daqueles que não estão de acordo com os dirigentes do país neste momento”.

“A situação política na Guiné-Bissau é estável. A Guiné-Bissau é dos países mais calmo que eu conheço aqui na sub-região. Agora há uma campanha negativa para difamar o país. A única coisa que possamos fazer é convidarmos para visitarem a Guiné-Bissau para ver se aquilo que se diz cá fora se corresponde àquilo que acontece”, disse quando questionado sobre situação política na Guiné Bissau.

Abordado sobre o facto de haver um Governo sem programa de governação, o ministro, que é também secretário-geral do Partido de Renovação Social (PRS), adiantou que há um “bloqueio ilegal e inconstitucional” por parte do Parlamento guineense.

“Só para citar o regimento da Assembleia Nacional Popular (ANP) que no seu artigo 138 ponto 1, diz claramente que qualquer Governo que tome posse tem 60 dias para depositar o seu programa na ANP. A data para marcação da sessão plenária para aprovação do programa do Governo é combinada entre o presidente da ANP e o primeiro-ministro”, precisou.

“O Governo cumpriu essa prerrogativa regimental. ANP decidiu não convocar a sessão sem fundamento legal”, disse avançado que o regimento da Assembleia, mesmo não estando em funcionamento, o presidente da ANP deve convocar obrigatoriamente a sessão para a discussão do programa do Governo.

O enviado especial de José Mário Vaz esclareceu que na Guiné-Bissau o programa do Governo é aprovado e não apreciado como nos outros países e disse que o actual Governo só não consegue aprovar o seu programa porque o presidente da ANP recusa abrir a sessão parlamentar, refugiando-se nas decisões da comissão permanente.

Num universo de 102 deputados, adiantou que o PRS em 41, o grupo de 15 tem 15 deputados e o PNDT um deputado, cabendo a parte respeitante ao PAIGC.

Apesar de o grupo que lidera o Governo neste momento ter a maioria não consegue aprovar o seu programa porque, segundo denunciou o presidente da ANP recusa abrir a sessão parlamentar, refugiando-se nas decisões da comissão permanente.

Questionado sobre qual a melhor saída, disse que o diálogo é a única forma de resolver o problema da Guiné-Bissau.

“E não ir para fora falar da Guiné-Bissau só porque não se está satisfeito”, sublinhou.

Sobre a mensagem do Presidente guineense ao seu homologo cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, Florentino Mendes Pereira escusou-se a revelar o conteúdo, adiantando apenas que o encontro serviu também para troca de impressões sobre a situação política na Guiné-Bissau e na região onde os dois países estão inseridos, bem como uma conversa de aspectos bilaterais.

Da parte do chefe de Estado cabo-verdiano disse ter recebido conselhos no sentido de se apostar no diálogo para unir os guineenses.

Integraram ainda a delegação a diretora de Gabinete do chefe de Estado guineense, Gilda Lobo de Pina, e o embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Hélder Vaz.

MJB/FP

Inforpress/Fim

 

 

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