Guiné-Bissau: Embaixadora em Cabo Verde diz que CI está a reconhecer seu país pela estabilidade conquistada

Cidade da Praia, 24 Set (Inforpress) – A embaixadora da Guiné-Bissau em Cabo Verde, Basiliana Tavares, manifestou hoje “grande orgulho” pelo facto de a Comunidade Internacional (CI) “estar a reconhecer” o seu país, que “apesar dos pesares, tem conquistado a estabilidade”.

A diplomata falava à imprensa, à margem da cerimónia da deposição de coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, na Cidade da Praia, como forma de assinalar o 49º aniversário da independência da Guiné-Bissau.

Considerou este um dia importante para a Guiné-Bissau, e para toda a comunidade guineense tanto no país como na diáspora, por ser uma data que permitiu tornar a Guiné-Bissau país independente e livre de tomar conta do próprio destino.

“A comunidade internacional está a reconhecer a Guiné-Bissau neste momento”, afirmou, apontando que no passado mês de Julho, na Cimeira dos Chefes de Estado da CEDEAO, o seu país passou a assumir a presidência da organização, e, recentemente, também preside a Aliança dos Líderes da Luta contra a Malária na África (ALMA).

“Portanto, é o reconhecimento, eu posso dizer, é o reconhecimento dessa estabilidade que está acontecendo no nosso país, porque caso contrário, não ganharíamos este ganho que estamos a conquistar agora”, reforçou.

Apesar desses ganhos conquistados, Basiliana Tavares apontou que há “grandes desafios” a serem enfrentados, assim como qualquer país tem e, sobretudo, nestes períodos de muitas instabilidades.

“É do conhecimento de todo o mundo, mas agora eu penso que paira estabilidade porque todas as instituições estatais estão a funcionar na sua normalidade e a Guiné-Bissau está a ganhar aquela imagem que outrora tinha na arena internacional”, considerou.

A embaixadora apontou a união como sendo outro desafio, lembrando que o seu país está à espera de eleição prevista para Dezembro próximo, em que se vai realizar recenseamento de raiz, que acarreta um determinado período para a sua conclusão.

Mas, garantiu que o Governo do seu país está a fazer de tudo para que essa data não falhe, assim como está “muito empenhado” para que os desejos do povo guineense se tornem realidade.

“Este é o grande desafio, eleições legislativas e depois, para o próximo ano, preparar, se tudo correr bem, para as eleições autárquicas, porque nunca a Guiné-Bissau realizou essas eleições, e avançar para o desenvolvimento para o nosso país, apesar dessa conjuntura”, frisou.

Considerando que o dia da independência “não é uma festa partidária e nem de cor”, Basiliana Tavares aproveitou para lançar o apelo à união, tanto no seio da população guineense residente no país, assim como aos conterrâneos na diáspora, acreditando que é a união que faz a força.

Em representação do Governo de Cabo Verde, o ministro das Comunidades, Jorge Santos, manifestou a “honra e prazer” de participar na “celebração simbólica” do dia da independência de um “país irmão” e também de uma nação que partilha uma longa história com este arquipélago.

“Hoje a Guiné Bissau é um país soberano, que está a trilhar o seu caminho da paz, da tranquilidade, mas também do desenvolvimento”, sublinhou, lembrando que actualmente em Cabo Verde a maior comunidade imigrante é da Guiné-Bissau.

Segundo assinalou ainda, com a abertura do período de regularização especial para os imigrantes em Cabo Verde, quase 2.800 cidadãos da Guiné Bissau estão em vias de conseguir os seus títulos de residência, realçando que devem conhecer todo o ambiente legislativo, os seus direitos, mas também os seus deveres, enquanto cidadãos neste “país irmão”.

ET/CP

Inforpress/Fim

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