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Grogue: Trezentos alambiques espalhados por 140 localidades do país selados a partir de 01 de Junho

Mindelo, 28 Mai (Inforpress) – A Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) tem pronto o processo de selagem dos 300 alambiques distribuídos por 140 localidades do arquipélago, a iniciar-se a 01 de Junho, e que marca o período de defeso na produção do grogue.

A informação foi veiculada pelo inspector-chefe da IGAE, Elisângelo Monteiro, em entrevista à rádio pública, que concretizou que, este ano, há menos 89 unidades de produção de grogue para selar em relação ao ano passado, devido ao “rigor no processo de licenciamento”.

Esta diminuição, considerou, “que é importante”, é acompanhada também por uma diminuição do número de pessoas que estão à volta da produção, ou seja neste momento regista-se cerca de “menos de 1400 pessoas à volta da produção” do grogue.

“Isto significa que este ano, de facto, vamos ter bastante menos oferta, mas com sinais favoráveis no caminho da valorização do grogue, que vai ter espaço para ser comercializado devidamente e para que sua contribuição no desenvolvimento seja de uma forma verdadeira”, assinalou a mesma fonte.

Elisângelo Monteiro informou que a 01 de Junho o processo de selagem dos alambiques vai iniciar-se por municípios onde houve “mais apreensão de matéria indevida”, como Santa Catarina, Santa Cruz e Ribeira Grande, todos na ilha de Santiago.

“Este ano contabilizamos mais de 80 mil litros de material indevido interceptado”, lançou a mesma fonte, num combate, precisou, que vai reflectir-se “sobretudo” na diminuição da importação do açúcar para produção do álcool, implicando “um ganho importante” que se prevê no crescimento económico por causa da “diminuição de custos associados”.

Sendo um dos propósitos da lei evitar o ciclo infinito de produção do grogue, a IGAE, apontou o responsável, anuncia, para este ano, “controlo subsequente” depois do período de selagem dos alambiques, já que o processo não termina com a selagem e os inspectores vão acompanhar o processo até à abertura do próximo ciclo de produção, a 01 de Janeiro de 2020.

Ainda segundo Elisângelo Monteiro, o mercado já está a dar sinais “de ganhos” com o trabalho que está sendo feito pela IGAE e do efeito da lei, pois, para além da produção ilegal, trabalha também a prevenção da comercialização ilegal.

“Ainda ontem (segunda-feira, 27) houve mais uma apreensão no Porto da Praia em que foram interceptados 800 litros de grogue que tinham como destino a ilha da Boa Vista”, anunciou Elisângelo Monteiro, que lembrou que, paralelamente à questão da produção/fiscalização nas unidades de produção a IGAE tem feito fiscalização nos estabelecimentos comerciais.

Aqui, o responsável considerou que alguns estabelecimentos comerciais têm motivado a produção indevida daquele que é designado grogue falsificado, pelo que apela à atenção dos proprietários dos estabelecimentos comerciais, que são também responsáveis perante a lei e “de forma severa”.

“A responsabilidade é de todos e por isso apelamos aos donos dos estabelecimentos para terem esta noção e abaterem-se de comercializar grogue falsificado”, concretizou o responsável, que assinalou ainda que Cabo Verde já regista, nos laboratórios da Inpharma, um aumento de procura para a realização das análises laboratoriais ao produto grogue.

“Um sinal extremamente importante na preocupação e valorização da defesa da saúde pública”, concluiu o inspector-chefe da IGAE.

Por outro lado, no âmbito da selagem dos alambiques, em caso de necessidade de prorrogação do prazo de industrialização, os produtores devem requerer à Direcção Nacional da Indústria o pedido “devidamente fundamentado”, quantificando a matéria-prima, a capacidade da fábrica e os dias necessários para a produção do grogue.

A selagem dos alambiques surge em cumprimento do disposto no regime jurídico que regula a produção do grogue, decreto-lei nº 11/2015 de 12 de Fevereiro.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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