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Greve dos profissionais das Delegacias de Saúde de Santiago Norte com 50% de adesão – sindicato

Cidade da Praia, 16 Mar (Inforpress) – A greve e manifestação dos agentes sanitários e pessoal de apoio operacional das Delegacias de Saúde de Santiago Norte, realizada hoje, contou apenas com 50 por cento (%) de adesão devido à intimidação, segundo o SISCAP.

A afirmação é do vice-presidente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Francisco Furtado, no primeiro dia de greve dos trabalhadores das delegacias de saúde de Santa Cruz, Calheta, Tarrafal, Assomada, São Salvador do Mundo e São Lourenço dos Órgãos.

Depois de ter fracassado a tentativa de conciliação na Direcção Geral do Trabalho, em que nenhuma das reivindicações foram satisfeitas, segundo este sindicalista, estes trabalhadores decidiram avançar com uma greve de dois dias com concentração em Santa Cruz.

Após esta concentração, os trabalhadores deslocaram-se à Cidade da Praia onde manifestaram-se em frente ao Palácio do Governo, exigindo mais respeito, dignidade e a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS).

“Essas reivindicações têm a ver com a actualização salarial de acordo com o PCCS de 2013, com efeito retroactivo, aumento salarial de 2,2%, atribuído pelo Governo ao quadro comum da Administração Pública, com efeito retroactivo de Janeiro de 2019”, apontou.

As progressões de todos os funcionários, tendo como tempo de permanência na carreira os quatro anos de permanência na categoria, promoção e reclassificação, fixação de um subsídio de riscos, e fixação de seguros de vida são outras reivindicações apontadas como motivo desta greve.

A greve e manifestação teve uma adesão de 50%, mas o sindicalista diz acreditar que poderia ter sido de 100%, caso os responsáveis das delegacias de Saúde de Santa Cruz, São Miguel e Tarrafal não tivessem intimidado os funcionários, convocando-os para uma reunião de última hora.

Francisco Furtado apelou ao Governo, mais precisamente ao Ministério da Saúde, que analise a questão desses trabalhadores que têm tido um papel fundamental na luta contra a pandemia de covid-19.

“Apelamos também às autoridades locais e central no sentido de ver formas de exigir o comprimento da lei e também exigimos dos deputados nacionais e locais mais sensibilidade com esses profissionais, que todos os dias lutam com a pandemia, tendo alguns morrido, deixando as famílias desamparadas”, disse, sublinhado que no final desses dois dias esperam que o Ministério da Saúde resolva a situação desses cerca de 100 trabalhadores.

Ao falar em nome dos profissionais, Edvandro Silva, delegado sindical da Delegacia de Saúde de Santa Cruz, disse que já é hora de aplicar o PCCS, pois os agentes sanitários continuam recebendo 15 mil escudos, em vez dos 20 mil escudos estipulados no PCCS de 2013.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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