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“Greve da PN foi quase que um verdadeiro atentado ao Estado de Direito Democrático” – primeiro-ministro

 

Mindelo, 30 Dez (Inforpress) – O primeiro-ministro considerou hoje, no Mindelo, “quase que um verdadeiro atentado ao Estado de Direito Democrático”, a greve da Polícia Nacional (PN), que resultou, segundo diz, no desrespeito pela requisição civil e em manifestações  e confrontações ilegais.

Ulisses Correia e Silva reagia assim, pela primeira vez, à greve de três dias organizado pelo sindicado da Policia Nacional (Sinapol)  ao ser  abordado pela imprensa no Mindelo durante a sua participação  numa Gala de Desporto em homenagem póstuma ao treinador Tchida.

Para o primeiro-ministro, as forças policiais existem para manter a segurança da população e do património dos cidadãos e a boa imagem da segurança do país  e “não é admissível” que fenómenos deste tipo aconteçam em Cabo Verde.

“Nos iremos tomar todas as medidas  para responsabilizar aqueles que violaram  e confrontaram de forma muito clara a lei da requisição civil e das manifestações”, avançou  Correia e Silva, que   afirmou que o Governo não dialoga “sob pressão, chantagem e muito menos sob violação de regras”  a que devem conformar as forças policias num Estado de Direito Democrático.

Questionado sobre o futuro do  relacionamento do Governo com a classe policial, Ulisses Correia e Silva lembrou  que a maioria das forças policiais e dos agentes que integram a Policia Nacional  “não fizeram a greve e estiveram do lado da lei, respeitando o seu papel” e reafirmou  que aqueles que “violaram, confrontaram  e tentaram colocar o país numa situação de dificuldade”  vão ter que responder.

Perante a gravidade da situação,   segundo o primeiro-ministro o Governo está aberto, ainda,   a reflectir e a abordar os cabo-verdianos para que medidas sejam tomadas  que podem ser a nível da própria revisão da legislação  ou mesmo da Constituição da República  no que diz respeito ao direito da polícia realizar greves no país.

Relativamente  à informação avançada pelo Director Nacional da Policia Nacional, Emanuel Moreno, segundo a qual a criminalidade baixou no país durante os três dias de greve, o primeiro-ministro  disse que o essencial  era fazer com que os cidadãos sentissem seguros e  que a imagem do país não fosse afectada,   “e conseguiu-se”.

“Se houve tentativa de beliscar o Governo  ou atingir a segurança do país não se conseguiu e portanto temos que perguntar que motivos outros estão por detrás  desta greve” questionou o chefe do Executivo.

Ulisses Correia e Silva garantiu que o Governo  tem   estado a trabalhar  para atender as reivindicações  espelhadas no memorando de entendimento assinado com a Sinapol, e tem feito esforços para melhorar  quer as condições remuneratórias, quer  de meios e equipamentos de funcionamento da Policia Nacional.

O primeiro-ministro disse ainda que o  Governo continua a manter confiança na estrutura de comando da PN e no ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

EC/AA

Inforpress/Fim

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