Governo/Balanço: “Ulisses Correia e Silva tem uma ideia bastante clara e moderna e estou com ele” – Augusto Neves

 

Mindelo, 20 Abr (Inforpress) – O presidente da câmara de São Vicente considerou hoje que o primeiro-ministro tem uma ideia “bastante clara e moderna” da governação e que nos anos vindouros irá mudar o país para “muito melhor”.

Abordado pela agência Inforpress para um balanço do primeiro ano de governação do Movimento para a Democracia (MpD), que tomou posse a 22 de Abril do ano passado, Augusto Neves considerou que este primeiro ano revelou uma governação com um “outro tempero, com outro ar”, que se reflectiu, aludiu, na vontade da classe empresarial e no “à-vontade” das câmaras municipais em trabalhar para o desenvolvimento.

Obviamente, assinalou, neste primeiro ano “não se pode exigir nada ao Governo” uma vez que, justificou, em execução e trabalho prático, o executivo nem teve seis meses de actividade, já que começou por fazer um Orçamento do Estado em 2016 “à correr” para poder concluir o ano das eleições, e preparar um outro para o exercício de 2017.

Pelo meio, elogia a decisão do primeiro-ministro de formar um Governo com apenas 12 elementos, o que o seu entender é bom porque representa “menos custos” para o país e a possibilidade de transferir poderes para outras instituições.

“O importante num Governo é trabalhar e descentralizar”, anotou Neves, que gere uma câmara da mesma cor política do Governo, para quem um governo pequeno é um “sinal claro” de que o primeiro-ministro vai fazer chegar os poderes aos municípios e a outros órgãos para poderem trabalhar.

Agora, avisou, as câmaras, por exemplo, têm que saber responder a essa confiança e a essa descentralização para potencializar o desenvolvimento, e “não deixar tudo” nas mãos do Governo.

“Um Governo pequeno, desde que os poderes estejam descentralizados, é a melhor opção para um pequeno arquipélago”, reforçou.

Augusto Neves sabe que Ulisses Correia e Silva anunciou São Vicente como “a prioridade” da actual governação, por isso vê uma “abertura muito grande” um “diálogo pró-activo” e “vontade de trabalhar e ajudar”, de todos os membros do Governo, pelo que, nos próximos anos, tudo será “totalmente diferentes” na luta contra o desemprego existente em São Vicente e no melhoramento das condições de vida da população.

“Este é um Governo de muito fácil acesso e que resolve as coisas atempadamente”, lançou, apresentando “como prova” o facto de ser a primeira vez que a câmara de São Vicente contrai um empréstimo bancário com o aval do Governo, numa “abertura total” para a ajudar a autarquia a ultrapassar os problemas.

Pede que todos abracem essa vontade e abertura do Governo “com seriedade” para se poder “desencravar os grandes projectos” para São Vicente e para Cabo Verde e, assim, “augurar anos prósperos”.

Particularmente, em direcção a São Vicente, Augusto Neves confirmou que se encontra a trabalhar “afincadamente” com o Governo na preparação do dossiê que vai transferir o património Estatal para a autarquia, não só a nível dos terrenos, já que, pontifica, quem deve gerir os municípios são as câmaras municipais eleitas pelo povo.

Referiu-se ainda ao projecto em carteira para “resolver de vez” o problema das casas de lata, a passagem para a câmara gestão das casas da Classe A do projecto Casa para Todos e ao “empenho pessoal” do ministro da Saúde em resolver os problemas da ilha neste sector, a começar com a ampliação do Hospital Baptista de Sousa, a construção de raiz do Centro de Saúde do Monte Sossego e a restauração dos demais centros de saúde.

Augusto Neves sublinhou ainda que câmara e Governo estão a lutar para ter Mindelo e São Vicente como um “grande destino turístico”, bastando para tal “investimentos, seriedade e controlo” para as coisas serem feitas de forma ordenada.

A reforçar esta ideia de um “novo São Vicente”, o presidente da câmara aludiu à regionalização pois, sustentou, a ilha precisa da regionalização, de mais autonomia e da descentralização para poder, “com toda a força”, dar continuidade a esse processo de desenvolvimento

“Necessitamos da confiança e da seriedade dos investidores para que possamos trazer mais alegrias para o povo desta ilha”, ajuntou.

Por fim, questionado sobre a medida de isentar os cidadãos da União Europeia e do Reino Unido de vistos de entrada no país, Neves considerou de “muito boa” a medida, pois diz tratar-se de um “sinal” que mostra ao mundo a confiança que o país tem nos seus parceiros.

“Foi uma grande decisão do Governo porque nós é que temos de abrir, pois o país tem que ter em conta as suas limitações e potencialidades, com muitos problemas por resolver antes de pedir algo em troca”, clarificou, lembrando que há que criar condições de controlo e segurança para num segundo momento exigir a reciprocidade.

AA/ZS

Inforpress/Fim

 

 

 

 

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