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Governo vai aprovar decerto lei que regulamenta e cria incentivos para que grandes produções de filmes sejam realizadas no país, ministro

 

Cidade da Praia, 26 Jan (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Industrias Criativas, anunciou quinta-feira à noite que o governo vai aprovar um decerto lei que regulamenta e cria incentivos para que grandes produções filmes sejam realizadas em Cabo verde.

Abraão Vicente fez essa consideração em declarações à imprensa, quinta-feira à noite, na antestreia do filme “Os Dois Irmãos”, que classificou como um investimento cabo-verdiano que “valeu a pena”.

“O nosso objectivo com a realização deste filme eram três: valorizar a paisagem cabo-verdiana como cenário para filmes, valorizar o texto e história cabo-verdiana, e os recursos humanos”, explicou.

O ministro, que se regozijou com a equipa que trabalhou no filme, pelo trabalho realizado, apesar da maior parte ter sido amador, não deixou rasgar elogios ao elenco de Francisco Manso por ter conseguir retratar Cabo verde em termos poética e ser fiel à obra de Germano Almeida.

Segundo Abraão Vicente, muito mais do que ganhar dinheiro, já que o país beneficia apenas de 25 por cento do direito comercial, é promover Cabo Verde, a sua paisagem e os actores.

“Nos vamos fazer todo o marketing para promover o filme. Estamos já a pensar no circuito da diáspora cabo-verdiana para mostra o filme. Aliás, já tem distribuição nos Estados Unidos e na Europa”, informou, acreditando que com isso vai haver retorno para que o ministério possa investir no sector cinematográfico.

Ainda de acordo com o ministro da Cultura e das Industrias Criativas, para além dos 20 mil contos que foram destinados para financiar o filme, transferiu-se cerca de 10 milhões de escudos parta Associação Cabo-verdiana de Cinema, estando previsto para 2018 cerca de 12 mil contos para o sector.

Prometeu na sua declaração que em 2018, o ministério está disponível em financiar outras produções e de preferência que seja de realizadores nacionais.

No filme “Os Dois Irmãos”, a parte portuguesa investiu cerca de 800 mil euros, enquanto que Cabo Verde investiu 220 mil euros.

O filme “Os Dois Irmãos”, que rondou um milhão de euros (cerca de 110 mil contos), contou com uma equipa técnica constituída por 23 técnicos portugueses e 32 cabo-verdianos, envolveu cinco empresas portuguesas e 14 cabo-verdianas e o elenco principal é constituído por cabo-verdianos.

“Os dois Irmãos” é o terceiro filme cabo-verdiano que Francisco Manso produz em Cabo Verde, mas este, segundo disse, tem uma particularidade, porque é interpretada somente por actores cabo-verdianos.

O filme conta uma história relacionada com a questão da honra, da justiça e do isolamento e foi gravado em Chão de Tanque, na comunidade piscatória de Rincão e de Ribeira da Barca, no concelho de Santa Catarina, interior da ilha de Santiago

PC/JMV

Inforpress/Fim

 

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