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Governo tem igualdade de género como “prioridade” na sua agenda pública e política – ministro das Finanças

 

Cidade da Praia, 18 Mai (Inforpress) – O ministro das Finanças, Olavo Correia, afirmou hoje, que o governo assume a igualdade de género como uma “prioridade” estando a questão no top da agenda pública e politica do país.

O governante, que falava na cerimónia de apresentação do documento “Perfil de Género em Cabo Verde”, uma iniciativa realizada em parceria com o BAD e a ONU Mulheres, referia-se não só ao trabalho que o governo deverá fazer para o empoderamento da mulher, mas também às mudanças de atitude e de comportamento quanto a este desígnio.

“Estamos a trabalhar para levar ao parlamento uma lei da paridade, que além de ser uma lei é uma questão de mudança de atitude para que possa haver alterações, pois, o nosso objectivo é atingir um planeta 50/50”, disse Olavo Correia, para quem se trata de uma meta ambiciosa, sobretudo, na área pública e política.

Para Olavo Correia, mais do que uma questão de direitos, a igualdade e equidade de género é uma oportunidade de desenvolvimento do país, pelo que não será possível constituir “um mundo feliz” se uma parte deste mundo estiver fora desse desenvolvimento.

Para que isso não aconteça, explicou o ministro, há que se criar todas as condições para que o empoderamento da mulher seja possível e integrado no processo do desenvolvimento do país.

“A questão da família é essencial no futuro da humanidade e, não é possível pensar na família, sem um papel, cada vez mais importante, da mulher no processo do desenvolvimento. É importante aceleremos a intervenção pública para que esses desafios possam ser vencidos, pois, o desemprego, a pobreza, o sector informal e a saúde continua a ter cara feminina”, enfatizou.

Para dar vazão a estes desafios, o ministro da Finanças avançou que está sendo elaborado um plano de desenvolvimento sustentável, onde a mulher e a equidade do género desempenham um papel importante.

Assim, asseverou, que a nível do orçamento do estado está-se a trabalhar para que no próximo se possa criar condições para que a abordagem, em relação a equidade e género, tenha outro enquadramento, na perspectiva de que o orçamento seja um instrumento de promoção da mulher no processo de desenvolvimento.

“Queremos um país inclusivo e essa inclusão passa por actos concretos a nível de leis, dos regulamentos, orçamentos, da alocação financeira e atitude quotidiana para que as coisas possam mudar e possamos empoderar cada vez mais a mulher”, garantiu.

Por seu turno, o representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Marc Kouakou, fez referência aos cinco tópicos africanos para reduzir a desigualdade de género e promover a promoção a mulher e que têm a ver com a energia renovável, agricultura, integração regional, industrialização e transformação de produtos, e a melhoria de qualidade de vida.

Neste âmbito, apontou as estratégias da economia verde como “forte aliado” ao crescimento económico e empoderamento da mulher.

Para a representante residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson, se se conseguir quebrar as barreiras de género, “estaremos reafirmando e garantindo os direitos humanos para todos”.

“Estamos no caminho certo, pois, nesta região hoje há mais meninas e mulheres alfabetizadas, com acesso a serviços de saúde sexual e reprodutivo, e há mais leis que criminalizam a descriminação e violência baseada no género”, disse.

Apesar disso, sublinhou, ainda não se está longe de atingir a igualdade que se quer, pois, as mulheres ainda ficam atras em termos de rendimento e produtividade, de fazer ouvir a sua voz, de ficar em casa e por não ocupar lugares de decisão.

O “perfil de género em Cabo Verde” é uma iniciativa do país em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a ONU Mulheres, na intenção de criar um instrumento que soma o que existe e orienta sobre o que se pode promover para o futuro da integração da mulher.

PC/CP

Inforpress/Fim

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