Governo reconhece necessidade de se reforçar acções de sensibilização sobre a violência contra os idosos

Cidade da Praia, 15 Jun (Inforpress) – A secretária de Estado da Inclusão Social, Lídia Lima, reconheceu hoje a necessidade de se trabalhar cada vez mais para reforçar todas as acções de sensibilização sobre a problemática da violência contra os idosos em Cabo Verde.

A governante fez estas declarações à imprensa, à margem da II Jornada de Reflexão, promovida pela Fundação Sima Júlia, em parceria com a Presidência da República, em comemoração ao Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa, que se assinala hoje.

Destacou as acções e implementação de políticas sociais concretizadas pelo Governo, que colocou a terceira idade como “uma das prioridades”, com destaque para os idosos que vivem em situação de vulnerabilidade e sozinhos.

“É do conhecimento público que temos a funcionar e bem a pensão social pretendemos alargar o número de beneficiários da pensão social para mais três mil beneficiários idosos, pretendemos também reforçar toda a política que temos vindo a fazer juntamente com as câmaras municipais e com as próprias associações em termos de subvenção e apoio financeiro”, reiterou.

Avançou que o Estatuto para as pessoas idosas será brevemente aprovado a apresentado ainda este ano, salientando que para além das políticas sociais também o Governo adoptou medidas com foco no sector da saúde por forma a promover melhorias de condições de vida dos idosos.

Lídia Lima declarou neste sentido que o Governo está comprometido em continuar a trabalhar para reforçar todos os programas e projectos, capacitar os profissionais de cuidados, frisando, entretanto, que a questão dos recursos humanos é um grande desafio, uma vez que sublinhou, é preciso que o país tenha profissionais melhores capacitados para responder às necessidades dos idosos.

Quanto à problemática da violência contra os idosos em Cabo Verde afirmou que este é considerado ainda um tabu pelo que é preciso apostar no reforço das acções de sensibilização e trazer à tona este tema para que a sociedade esteja devidamente envolvida e consciente de que é preciso dar uma atenção especial aos idosos.

“Temos conhecimentos que aqui em Cabo Verde assim como em todas as partes do mundo, temos situações de negligência que acontece no seio das famílias, que acontece no seio das próprias instituições de acolhimento estamos a trabalhar para fiscalizar as instituições que acolhem e atendem os idosos, uma vez que já temos o regulamento para o estabelecimento e atendimento dos idosos”, afiançou

Acrescentou ainda que de uma forma geral as instituições têm cumprido o regulamento estabelecido, reconhecendo, entretanto, que este é um processo que deve ser construído e que carece do envolvimento de toda a sociedade civil e o Estado para que realmente o país possa atingir os resultados almejados e garantir um envelhecimento digno.

Por seu turno, a primeira dama Débora Carvalho defendeu a necessidade da sociedade cabo-verdiana reconhecer não só o contributo que os idosos deram na construção e desenvolvimento de Cabo Verde como também os seus direitos, isto porque sustentou, a velhice é um direito humano básico.

A instituição do Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa, realçou, visa acima de tudo desnudar esta mácula social que é a violência contra a pessoa idosa e fazer a todos reflectir sobre o fenômeno que vem transformando esses cidadãos em seres invisíveis, destituídos dos seus direitos, liberdade.

“É crucial que todos nós façamos muito mais para combater a problemática da violência, exclusão, abandono e o isolamento dos nossos idosos”, declarou, sublinhando que a velhice é uma homenagem à humanidade.

O Dia da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa comemora-se a 15 de junho e foi instituído em 2006 pela Rede Internacional para a Prevenção do Abuso à Pessoa Idosa.

Este dia foi estabelecido com o objectivo de proporcionar a reflexão sobre uma questão social sensível.

O envelhecimento da população nos países desenvolvidos, proporciona o aumento dos maus-tratos físicos e psicológicos e o seu esquecimento, tanto pelas famílias como pelos serviços de acolhimento.

A ONU relembra que a discriminação etária é uma grave violação dos Direitos Humanos, reconhecendo este dia através da Resolução 66/127 da Assembleia Geral da ONU a 11 de dezembro de 2011.

CM/AA

Inforpress/Fim

 

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