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Governo quer um sector das pescas “cada vez mais forte” e com investimentos do empresariado nacional – ministro

Cidade da Praia, 27 Jan (Inforpress) – O ministro da Economia Marítima, Paulo Veiga, defendeu hoje a necessidade de se apostar na formação da classe piscatória a nível nacional, visando potenciar o sector e melhorar a qualidade do pescado e da alimentação.

O governante fez estas considerações à imprensa momentos antes de presidir a cerimónia de entrega de certificados a tratadores de peixe do Cais de Pesca da Praia, que participaram numa acção de formação com a duração de 30 horas, realizada pela Escola Hotelaria Turismo Cabo Verde, em parceria com o Ministério da Economia Marítima.

O governante salientou a importância da acção de capacitação, que envolveu 27 formandos, considerando que, com isso, os mesmos estarão “melhor preparados” para servir a comunidade e responder às exigências dos consumidores relativamente às formas de tratamento e higiene do pescado.

Segundo informou, o Governo pretende expandir a formação envolvendo tratadores de peixe para outras ilhas, isto porque entende que esta iniciativa terá “um impacto positivo” na melhoria da qualidade do pescado, a nível nacional.

“Os tratadores de peixe já estão capacitados, poderão trabalhar com as empresas que exportam pescado fresco e dar um tratamento que é um tratamento que é dado em mercados internacionais e mais sofisticados, mas também para a restauração e para ter um pescado com os filetes montados e uma apresentação melhor”, realçou o ministro.

Entretanto, afiançou, é necessário apostar na valorização do sector das pescas, tendo salientando que essa valorização passa essencialmente pela valorização dos tratadores de peixes, peixeiras e pescadores do País.

“Temos que melhorar a cadeia de valores e poder entrar no mercado do turismo essencialmente e isto começa exatamente pela formação dos nossos pescadores, peixeiras e tratadores de peixes, que depois de terem a certificação fica muito mais fácil certificar os produtos, tanto para a exportação como para a o sector do turismo nos mercados”, afirmou, salientando que este é o caminho que Cabo Verde terá que trilhar para entrar no mercado do turismo e da exportação.

Por outro lado, o formador Dário Correia mostrou-se satisfeito com a “participação activa” dos formandos durante a formação, mostrando-se confiante que a partir de agora os mesmos estão munidos de instrumentos necessários para melhor realizarem as suas actividades.

Os módulos ministrados ao longo da formação, adiantou, tiveram como objectivo aprimorar os conhecimentos dos tratadores de peixe, com enfoque nas questões de higiene sanitária, técnicas de evisceração, transformação, acondicionamento e conservação de pescado.

“Os tratadores de peixe têm a sua forma de trabalhar no cais de pescas que é diferente, a questão da higiene não é muito priorizada. Então, com esta formação tivemos de ensinar-lhes a forma correcta de como devem proceder e no decorrer da formação conseguimos mudar isso”, realçou.

Por sua vez, o formando António Almeida, em representação dos tratadores de peixe, enalteceu a iniciativa da Escola Hotelaria Turismo Cabo Verde em parceria com o Ministério da Economia Marítima.

“Hoje é um dia especial para nós, porque nos foi dada uma oportunidade de formação que temos que agarrar com as duas mãos. Antes, a nossa forma de tratar os peixes era diferente daquilo que nos foi ensinado, aprendemos muito sobre a higiene e forma de cuidar do pescado para que os consumidores estejam cada vez mais satisfeitos”, declarou.

 

CM/AA

Inforpress/Fim

 

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