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Governo quer garantir o maior acesso à internet para pessoas sem capacidade para pagar

Cidade da Praia, 23 Jun (Inforpress) – O secretário de Estado da Economia Digital afirmou hoje que o Governo quer garantir maior acesso à internet para as pessoas sem capacidade para pagar e que utilizam a internet como ferramenta no sector da educação.

Pedro Lopes fez estas declarações durante a sua intervenção na cerimónia de abertura do 2º Fórum sobre a Governança da Internet-IGF, em modo on-line, sob o lema “conectividade acessível e significativa para todos, como motor do desenvolvimento sustentável”, realizado esta quarta-feira, na cidade da Praia, pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME).

O responsável pela pasta da Economia Digital destacou a importância do evento, afirmando que há uma serie de potenciais que Cabo Verde poderá aproveitar com a utilização da internet visando promover o seu desenvolvimento.

Segundo disse, o país enfrenta ainda vários desafios nesta matéria com destaque para a questão da cibersegurança, protecção de dados, descentralização e promoção da inclusão digital, defendendo igualmente a necessidade de se apostar no digital no sector da educação.

“Vivemos uma nova vaga de empreendedores em Cabo Verde graças à internet, ou seja, não precisamos economizar apenas a internet, precisamos perceber onde é que ela nos pode levar mais longe, perceber como um país pequeno como o nosso pode levar-nos muito longe”, declarou, salientando que Cabo Verde tem de estar atento à nova esfera de utilização da internet.

Pedro Lopes informou que o Governo quer, a curto prazo, dar maior acesso à internet para as pessoas que não tem capacidade para pagar e que utilizam a internet como ferramenta na promoção da educação e formação, acrescentando, no entanto, que aquelas que querem utilizar a internet para entretenimento terão de pagar pelo serviço.

Entretanto, afiançou a necessidade de criação de condições e de mais investimentos para alcançar estes objectivos, lembrando, por outro lado, que as empresas que vendem este serviço têm de ter o seu rendimento, isto levando em conta o programa do Governo.

“Há a necessidade de apostarmos cada vez mais no digital, temos de pensar que o digital começa a ter um papel central e isto é assumido pelo Governo de Cabo Verde no seu programa e nós enquanto participantes, damos o nosso contributo sobre a importância da internet”, realçou.

Por seu turno, o presidente da Agência Reguladora Multissectorial da Economia, Isaías Barreto, realçou que o referido fórum é uma plataforma nacional de diálogo que reúne todas as partes interessadas para informar, refletir e debater sobre a governança da Internet.

Para este ano, prosseguiu, a ARME elegeu a conectividade como tema principal, realçando que a nível do continente africano, Cabo Verde ocupa lugar de destaque no que se refere à utilização da internet, acessibilidade de preços e linha de internet.

Destacou a importância de implementação de políticas públicas que promovam a massificação do acesso à internet banda larga e, sobretudo, a custos que sejam acessíveis para as populações, apontando a internet como um bem essencial em Cabo Verde.

“Registamos o apreço que o Governo tem estado a fazer no sentido de transformar, efectivamente, o acesso à internet com as linhas de acesso à internet, ou as linhas de acesso a internet como um bem essencial. A pandemia da covid-19 nos tem mostrado que, de facto, há a necessidade de os países investirem na melhoria da conectividade”, declarou, sublinhando que o acesso à internet tem-se revelado de forma plena e efectiva como fundamental para o desenvolvimento sustentável.

O Fórum sobre a Governança da Internet-IGF é uma iniciativa apoiada pelas Nações Unidas que reúne pessoas e organizações de vários grupos de partes interessadas em igualdade para discutir questões relacionadas com políticas públicas relacionadas à Internet.

O 1º Fórum  sobre governança foi realizado pela ARME em Dezembro do ano passado.

CM/HF

Inforpress/Fim

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