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Governo quer fazer do NOSI o “braço inteligente” na promoção da governação digital

Cidade da Praia, 21 Abr (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, enalteceu hoje o trabalho feito pelo NOSI no processo eleitoral em Cabo Verde, salientando que o Governo quer fazer da instituição o “braço inteligente” na promoção da governação digital no país.

Olavo Correia, que também tutela a pasta das Finanças, falava à imprensa, à margem de uma visita que efectuou, esta quarta-feira, às instalações do Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI), para levar uma mensagem de “agradecimento e encorajamento” do Governo e inteirar-se “in loco” do trabalho desenvolvido e da “elevada performance” do mesmo nos processos eleitorais em Cabo Verde.

Destacou o “trabalho meritório” realizado pelo NOSI nas eleições legislativas, que no seu entender, permitiu ao país ter resultados em tempo real, realçando que Cabo Verde faz parte de um grupo de países do mundo com a rapidez na divulgação dos dados eleitorais.

“Cabo Verde faz parte de um grupo de países do mundo que conseguem esta proeza e isto tem a ver também com essa equipa que é magnífica, que é uma equipa jovem, batalhadora, competente e que conseguiu demonstrar ao país e ao mundo de como somos capazes de gerir bem o processo eleitoral, apresentar os resultados na hora com segurança, confiança e tranquilidade. Portanto, esta equipa merece um agradecimento da parte do Governo”, considerou.

De acordo com Olavo Correia, o Governo tem em carteira o projecto de reestruturação do NOSI, que ficou condicionado com a pandemia da covid-19, adiantando que para sua concretização, será feito um estudo pela equipa técnica competente e que em função deste estudo, será possível saber como fazer do NOSI uma instituição que seja um “braço inteligente” do Governo em matéria da promoção da governação digital.

Disse ainda que o Governo autorizou a emissão de um aval a favor do NOSI junto da banca, no valor de 56 mil contos para reforçar a segurança cibernética, lembrando que sendo o NOSI uma empresa pública, o Estado tem de garantir as condições de investimentos continuados e de forma séria na área da segurança e que a reestruturação visa melhorar a performance da instituição.

Tendo em conta que Cabo Verde é um país insular, arquipelágico, que precisa ser um país central no contexto mundial, o governante realçou, por outro lado, que há necessidade de se ter uma visão clara sobre o futuro do país em matéria das tecnologias e de informação.

Para isto, defendeu, a necessidade de se investir na criação de uma Zona Económica Especial Tecnológica em Cabo Verde, um ecossistema para promover a economia digital e fazer de Cabo Verde um espaço de inovação a nível internacional.

“Temos um programa já financiado pelo Banco Mundial, de 20 milhões de dólares americanos para a promoção de um ecossistema de inovação e da economia digital. Vamos mudar o quadro regulatório, legal, vamos criar um ecossistema de financiamento por forma a fazer de Cabo Verde um centro de atracção de grandes empresas neste sector”, informou, advogando também a importância de se investir no capital humano de excelência e preparado para competir à escala mundial.

Por seu turno, a coordenadora do Projecto Eleições no NOSI, Ana Marta, asseverou que a agilidade da instituição no processo eleitoral foi possível porque todas as mesas de assembleia de voto tinham tabletes e foi realizada uma campanha forte de sensibilização junto dos presidentes das mesas para inserirem os dados nos respectivos aparelhos.

“O NOSI fez uma formação juntamente com os delegados da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e nesta formação acabou-se por levantar a questão de uma sensibilização forte, motivando os membros das mesas a inserirem os dados nos tablets e só assim foi possível que houvesse agilidade na apresentação dos resultados”, afirmou.

Já nas eleições autárquicas de Outubro de 2020, asseverou, houve alguma resistência por parte dos membros das mesas no cumprimento desses objectivos.

CM/ZS

Inforpress/Fim.

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