Governo quer emprego digno como via para reduzir as desigualdades e assimetrias regionais

Cidade da Praia, 10 Mai (Inforpress) – O Governo perspectiva, no horizonte de 2030, um mercado de trabalho que representa a agenda do país em termos de trabalho digno e pleno emprego, que quer como vias para reduzir as desigualdades sociais e assimetrias regionais.

A declaração é do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, que falava na abertura do workshop de validação técnica do plano estratégico do observatório do mercado de trabalho para o período 2022-2026.

Olavo Correia sustentou que não será possível garantir uma estratégia de inclusão social com base na transferência de renda de forma permanente e cada vez mais volumosa.

“É fundamental que possamos incluir pela via do emprego”, sublinhou, indicando que para tal é essencial que o Governo crie novas oportunidades para os jovens que são hoje mais qualificados e ambicionam “legitimamente” melhores empregos e com melhores rendimentos.

“Para lá chegarmos temos de trabalhar para criarmos permanentemente novas oportunidades, na economia digital, na economia verde, na economia azul e na economia do conhecimento. Isto só será possível se nós investirmos muito na conectividade, nas infra-estruturas de transportes e energia”, apontou.

Por outro lado, o ministro sublinhou que é fundamental que o país tenha um sector privado cada vez mais pujante e a criar, junto com o Estado, essas oportunidades para ajudar também na eliminação da pobreza em Cabo Verde.

“Por isso mesmo estamos a mudar o modelo de financiamento das obras públicas chamando o sector privado para que ele mesmo invista nos portos e nos aeroportos, nas energias renováveis, para que o Estado possa concentrar nas áreas em que só o Estado possa interferir e possamos diversificar a economia cabo-verdiana criando novas e melhores oportunidade para os jovens”, realçou.

O também ministro do Fomento Empresarial salientou que cabe ao sector privado criar emprego e ao Estado criar as condições para o sector privado criar empregos, através de uma parceria público-privada.

“Essa parceria público-privada é fundamental para que tenhamos uma economia resiliente, uma economia diversificada, capaz de criar permanente novos empregos, melhor remunerados e para que os jovens sejam cada vez mais qualificados”, sustentou.

O ministro vê no Observatório do Mercado de Trabalho, criado há dois anos, entidade que envolver os vários ‘players’ nomeadamente o sector privado, as academias e todos aqueles que têm competências para analisar a evolução no mercado do trabalho e possa sugerir ao Governo medidas de políticas que possam garantir as condições para o país atingir o emprego digno e o pleno emprego.

O plano estratégico do observatório do mercado de trabalho para o período 2022-2026, que hoje vai ser validado, prevê uma estratégia para desenvolver o conhecimento do mercado de trabalho a partir do conceito do “emprego formal”.

Empregabilidade e empreendedorismo, trabalho nas áreas rurais, a questão de género, empregos verdes e avaliação do conhecimento são as temáticas chaves desse plano que projecta o observatório de emprego numa visão holística, em que se identifica um conjunto de prioridades e acções a desenvolver.

MJB/CP

Inforpress/fim

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