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Governo quer criar fundo para reforçar sustentabilidade de financiamento para água e saneamento

 

Cidade da Praia, 07 Jun (Inforpress) – O Governo pretende criar um Fundo Rotativo de 100 milhões de euros (11 milhões de contos) para reforçar os mecanismos e a sustentabilidade de financiamento para os sectores da água e do saneamento.

O anuncio foi feito hoje, pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, numa conferência de imprensa, para informar sobre a realização de uma mesa redonda sobre o “Fundo Rotativo para a Água e Saneamento”, a ter lugar sexta-feira, 09, na Cidade da Praia.

Segundo Gilberto Silva, a criação do Fundo Rotativo está alinhada com o plano estratégico do governo e com os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, focado no objectivo 6 do grupo dos 17 e da Agenda Mundial 2030.

“Trata-se de um mecanismo inovador no reforço do financiamento das infra-estruturas de água e saneamento no país. E, o mais importante, é dizer que em 20 anos, o governo vai precisar de mais de 600 milhões para investir nestes sectores”, indicou.

Para o ministro da Agricultura e Ambiente, o facto de Cabo Verde ser um país de desafio no sector de água e saneamento, precisa reforçar os investimentos para melhor sustentar o crescimento económico que almeja.

É neste quadro, afirmou, que um fundo pode servir para alavanca dos recursos financeiros que são postos à disposição para melhorar os sistemas de selecção e aprovação dos projectos no sector de água e saneamento.

Gilberto Silva é de acordo, também, que o fundo servirá para prever um princípio de perpetuidade dos recursos colocados à disposição do sector para investimentos.

“O governo vem se empenhando no sentido de se encontrar mecanismos inovadores para o financiamento do sector, pelo que acreditamos que deve haver entendimentos à volta de um fundo rotativo para os sectores em caus”, disse.

No entanto, sublinhou, antes da aprovação de todos os suportes legais e dos procedimentos inerentes ao fundo, o governo quer discutir, abertamente, com todos os intervenientes do sector e os parceiros para troca de experiências, opiniões, preocupações e, sobretudo, “bebendo” as boas práticas existentes, nessa matéria, no mundo.

PC/CP

Inforpress/Fim

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