Governo quer chegar a 2030 com uma indústria e comércio externo desenvolvidos, sustentáveis e inclusivos

Cidade da Praia, 13 Ago (Inforpress)- O ministro da Indústria, Comércio e Energia disse hoje que Cabo Verde chegar a 2030 com uma indústria e um comércio externo “desenvolvidos, sustentáveis, inclusivos”, mas também integrados em cadeias de negócios diversificadas.

Alexandre Monteiro manifestou essa intenção na abertura do debate temático sobre “Estratégia de Desenvolvimento da Indústria e Comércio externo no horizonte 2030”, no âmbito da Agenda Estratégica Cabo Verde Ambição 2030”, organizado pelo Ministério das Finanças, através da Direcção Nacional do Planeamento, em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio e Energia.

“Queremos chegar a 2030 com uma indústria e um comércio externo desenvolvidos, sustentáveis, inclusivos, mas também integrados em cadeias de negócios diversificadas”, disse, sublinhando que isso irá contribuir para a “densificação do tecido empresarial” de micro, pequenas e grandes empresa, proporcionando “mais protecção de bens, mais emprego e maior contribuição no produto Interno Bruto”.

Entretanto, ao falar do Horizonte 2030, o ministro advertiu que é preciso levar em conta o momento da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o que os desafia a “não desligar o motor e mantê-lo aquecido” e preparado para enfrentar com sucesso os desafios do pós covid-19.

Neste sentido, chamou a atenção de que a constante inovação na cadeia de reforma de negócios, que começa por se despoletar no mundo e que constitui uma oportunidade para o País, será “crucial” para o arquipélago enfrentar os desafios e introduzir mudanças estruturais.

“É fundamental que algumas medidas de recuperação de curto prazo estejam ligadas a estratégias de desenvolvimento de médio e longo prazo, ou seja, orientar investimentos na recuperação e retoma de actividades das empresas para impulsionar a inovação e transição energética, contribuindo assim para construção de economias e sociedades resilientes”, afirmou.

Alexandre Monteiro diz estar convicto de que os planos de recuperação enraizados em “soluções sustentáveis” representam “investimentos inteligentes”.

Por isso, defendeu, é preciso adaptar, desenvolver e consolidar as indústrias existentes com foco no uso das renováveis, bem como adoptar tecnologias e processos indústrias ambientalmente adequados, fortalecer o fornecimento sustentável da cadeia de valor da agro-indústria orientada para o mercado turístico, com certificação da qualidade e com o aproveitamento da conexão, energia renovável e água.

Merecem também especial atenção, a seu ver, a agregação de valor de produtos nacionais genuínos, atribuindo-os distintivos associados à originalidade e especificações geográficas e também reforçar a produção de bens essenciais para a segurança sanitária, no sentido de reduzir a dependência externa do arquipélago.

Sendo que a dimensão do mercado influência a eficiência e a competitividade da produção industrial, o ministro defendeu que a solução, para um pequeno país insular como Cabo Verde, passa por adopção de uma estratégia comercial aberta ao mundo.

Neste sentido, o governante sublinhou que a implementação dos acordos de facilitação do comércio, no âmbito do Organização Mundial do Comércio, da Zona de comércio Livre continental africana e da liberação do comércio no quadro da CEDEAO devem merecer uma maior atenção do País.

Isto porque, ajuntou, são instrumentos e “infra-estruturas intangíveis essenciais” para o arquipélago no seu processo de construção de desenvolvimento do mercado e são mercados a ter em conta no processo de busca permanentemente de uma participação cada vez maior na cadeia de produção e comercialização de bens e serviços a nível global.

“Fazer de Cabo Verde uma plataforma comercial e industrial no Atlântico Médio, atrair investimentos externos com capital e ‘know how’ necessário e orientados para exportação e conectados às PME nacionais apresentam-se como uma das formas de alavancar e acelerar o desenvolvimento industrial e do comércio externo do país”, frisou.

Para isso, acentuou que a estabilidade política, social e económica, o capital humano e a localização, são recursos importantes para Cabo Verde, mas não são suficientes para materializar a ambição de “elevar para outros patamares” a produção industrial nacional e de ter uma “participação mais relevantes” nos mercados externos.

A integração nas grandes cadeias de negócio nacional e internacional, precisou, requer logísticas específicas e “exigem esforços acrescidos” dos pequenos países insulares.

Ainda, o processo de desenvolvimento industrial, acrescentou, exige a dinamização do sector privado, incentivado e consolidando medidas de fomento de incentivo a investimento privado, exige uma forte aposta nas energias renováveis, eficiência energética para reduzir custos de factores de produção para as empresas de energia e água.

“É fundamental estabelecer uma forte conexão das indústrias com as universidades, as startup , de modo a desenvolver a procura de inovação aberta no País, com foco na criatividade, tecnologia e indústria 4.0”, disse, finalizando que o processo de desenvolvimento industrial exige também uma “boa colaboração do mercado” e um ‘upgrade’ nas infra-estruturas de qualidade.

AM/JMV

Inforpress/Fim

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