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Governo quer ajudar os adolescentes a construir o futuro através da educação, ministro (c/áudio)

Cidade da Praia, 21 Jul (Inforpress) – O ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social disse hoje que o foco do Governo é ajudar os adolescentes com ferramentas que os preparem para o futuro, sustentado que estes instrumentos só podem ser conseguidos através da educação.

“O foco do Governo de Cabo Verde é claro e direcciona-se para um único propósito, dar aos jovens de hoje as ferramentas para o seu futuro e esse só são alcançadas através da educação”, afirmou Fernando Elísio Freire, durante a sua intervenção no lançamento da campanha “Adolescência primeiro, Gravidez depois” lançada esta manhã, na Cidade da Praia, pelo Instituto Cbo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG).

As mudanças para reduzir a taxa de maternidade entre as meninas de 15 anos, que em 2018 atingiu 5,6 por cento (%), segundo dados do terceiro Inquérito Demográfico e da Saúde Reprodutiva deve, segundo o governante, recair em acções que proporcionam aos jovens acesso gratuito ao sistema educativo, implementação de um novo plano curricular com destaque no alargamento dos anos de ensino de línguas estrangeiras e reforço no ensino das novas tecnologias.

O ministro realça o facto de que dos alunos matriculados no ensino secundário (34.177), as raparigas representam 54,5% contra 45,4% de rapazes, explicando que o Governo aprovou o decreto-lei 47/2017, não para incentivar a gravidez, mas para acabar de vez com o “estigma maquiavélico” que levava a que as meninas grávidas fossem convidadas a suspenderem as suas matrículas e afastadas do contexto escolar.

“Com esta campanha lançamos o desafio à sociedade cabo-verdiana, para que juntos, pais, encarregados de educação, comunidade educativa, organizações da sociedade civil e igrejas, possamos actuar de forma activa na promoção de uma adolescência plena”, realçou.

Na sua intervenção, a presidente do ICIEG, Rosana Almeida, justificou essa campanha com o facto de Cabo Verde ser um País que conseguiu ganhos imensurável a nível de saúde sexual e reprodutiva e que hoje está a retroceder com aumento de taxas de gravidez precoce em algumas ilhas.

Avançou que a campanha não é direccionada apenas às meninas, mas também aos rapazes, pelo que espera a contribuição de todos, incluindo o Parlamento Infantil, a “atacar o fenómeno em que meninas engravidam aos 14 anos”.

Para o presidente do Parlamento Infantil, Ruben Ramos, as autoridades devem tomar medidas assertivas para combater o fenómeno e proteger os direitos das meninas e meninos deste País. “As crianças agradecem e Cabo Verde agradece se isso acontecer”, disse.

Já a primeira dama, Lígia Fonseca, o trabalho deve ser iniciado com a auscultação dos jovens e com foco nas escolas, já que este é o espaço certo onde o problema deve ser debatido e por ser o local onde os jovens passam a maior parte do seu tempo.

“A vida sexual tem o seu tempo. Não é só prevenir para não ficar grávida. O início da vida sexual deve ser preparado e não imposta por grupos e colegas”, disse, reiterando que tudo tem o seu tempo.

O representante dos escritórios do PNUD, UNICEF e UNFPA em Cabo Verde, Steven Ursino, ao usar da palavra, referiu sobre dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que a gravidez na adolescência é a causa de graves problemas de saúde para as mães e os filhos, sendo a complicação do parto a principal causa da morte na faixa etária de 15 a 19 anos.

“Cabo Verde conseguiu resultados positivos no que se refere a saúde sexual e reprodutiva, mas não obstante os bons resultados é imperativo que se consiga manter e consolidar os ganhos e ultrapassar os desafios identificados”, disse.

Feito isso, reiterou a disponibilidade da UNFPA em ajudar o País a identificar estratégias focadas nas reais necessidades das adolescentes em matéria de saúde sexual e reprodutiva para o avanço dos grandes Objectivos do Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde e do mundo.

A “Adolescência primeiro, Gravidez depois” visa sensibilizar adolescentes, pais, escolas e toda a sociedade sobre os riscos de uma gravidez na adolescência e disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas para a redução da incidência da gravidez na adolescência.

PC/DR

Inforpress/Fim

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