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Governo propõe reestruturação do Centro de Energias Renováveis para a sua viabilização económica

 

Cidade da Praia, 26 Mai (Inforpress) – O Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI) está em fase de reestruturação visando a sua viabilização económica, confirmou hoje na Cidade da Praia, o ministro da Economia, José Gonçalves.

“O governo decidiu recentemente avançar para um processo de reestruturação do CERMI, com o propósito de o recentrar e viabilizá-lo economicamente, alterando o seu modelo empresarial”, informou o governante em declarações à imprensa, no final da cerimónia de abertura do seminário de apresentação pública do projecto “Brava 100% Renovável.

Segundo José Gonçalves, pelo seu “enorme potencial o CERMI não podia continuar a ser vista como uma mera escola de formação”, com algumas turmas de formação profissional e receitas que não chegavam sequer para cobrir os custos de funcionamento”.

O ministro disse que com o novo modelo o Governo decidiu apostar de forma inequívoca na investigação cientifica e tecnológica no domínio das energias renováveis, designadamente a eólica, o solar, dos oceanos, a geotérmica e o hidrogénio.

A investigação aplicada, o desenvolvimento de novos produtos e a experimentação de projectos pilotos como “Brava 100% Renovável”, podem orientar e suportar o governo e empresas nas tomadas de decisões, assim como fomentar e apoiar o desenvolvimento da indústria verde ligada às energias renováveis, sublinhou José Gonçalves.

O governante disse também que a certificação técnica, metrologia e a normalização são áreas que o CERMI pode e deve operacionalizar, ajudando o país neste período de transição energética, de regulação de mercado e análises de conformidades, sendo para o efeito necessários investimentos específicos e submissão no processo de acreditação.

O CERMI, entidade pública empresarial que se pretende venha a ser uma entidade de referência internacional, particularmente vocacionada para o mercado da CEDEAO e PALOP, teve o seu quadro estratégico aprovado pelo Conselho de Ministros em Fevereiro de 2015 e foi inaugurado oficialmente a 10 de Março.

Orçado em cerca de 850 mil contos, o CERMI, cujas obras foram financiadas pela Cooperação Luxemburguesa, tem três componentes fundamentais: salas de aulas teóricas, “ateliês”, que são espécies de oficinas, onde os estudantes vão exercer na prática o seu ofício e serviços de apoio com auditório, salas de informática, biblioteca, cafetaria e zonas administrativas.

JL/FP

Inforpress/Fim

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