Governo promete aumentar financiamento das instituições que laboram com pessoas com necessidades especiais

Cidade da Praia, 19 Fev (Inforpress) – O Governo manifestou hoje “determinação” em aumentar, “de forma clara”, o financiamento para instituições que lidam com pessoas com necessidades especiais, para colmatar as necessidades, e espaço adequado para o desenvolvimento das suas actividades.

O ministro da Família e Inclusão Social deu esta garantia durante a visita à sede da Associação dos Pais e Amigos de Crianças e Jovens com necessidades Especiais (Colmeia), situado no Centro de Reabilitação e Cuidados em Cidadela, onde classificou como “autênticos heróis sociais” as pessoas que se dedicam com “muito amor e sacrifício à inclusão de pessoas”.

Fernando Elísio Freire destacou, entretanto, “uma evolução muito favorável” em financiamento destas instituições que lidam com estas pessoas, e sublinhou que  o executivo está a lidar com este fenómeno novo com “muitas determinações”, assim como as próprias ONG.

“É uma área em que temos de dar especial atenção e estamos empenhados em fazer isto. Tudo faremos para satisfazer a necessidade destas associações”, reafirmou o governante, que promete ver juntamente com o património a preocupação levantada pela presidente da Colmeia, Isabel Moniz, no sentido da cedência definitiva do espaço.

Esta área, considerou, precisa de muito carinho e da criação de todas as condições, de forma a ir ao encontro das pessoas que “lutam e labutam para incluir pessoas”, salientando que estes apoios passam, também, pela inclusão socioprofissional das famílias, acesso à educação, ao rendimento, à saúde.

“São questões que nós estamos a trabalhar. A situação hoje é naturalmente muito melhor do que era alguns anos atrás, mas estamos longe do ponto que poderia chamar de desejável ou razoável para aquilo que são as necessidades que temos neste momento”, admitiu o governante que prometeu trabalhar para satisfazer as necessidades destas organizações.

A Associação Colmeia, segundo a líder Isabel Moniz, trabalha actualmente com 407 membros a nível nacional, suportados por sete técnicos, mas carece de espaços adequados e financiamento para a resposta que tem vindo a dar, com o agravante da complexidade tornar-se ainda maior neste tempo de pandemia da covid-19, que evita aglomeração de pessoas.

A problemática do espaço, o aumento do duodécimo e o financiamento dos projectos desenvolvidos são apontados pela responsável da Colmeia como sendo “de extrema relevância para o complemento de um trabalho que é obrigação do Estado”.

A completar sete anos a 16 de Abril próximo, a Colmeia continua a trabalhar com a deficiência intelectual e os transtornos de neuro-desenvolvimento que abrange aspectos de perturbações de autismo, de entre outras necessidades educativas especiais, na sua maioria adolescentes e crianças.

SR/AA

Inforpress/Fim  

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