Governo prevê que acordo estratégico de médio prazo duplique o rendimento per capita e gere emprego

 

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – O ministro das Finanças considerou hoje um “momento histórico e decisivo” para o futuro de Cabo Verde a assinatura do acordo estratégico de médio prazo por entender que simboliza um projecto de sociedade que duplique o rendimento per capita.

Para Olavo Correia, o acordo, rubricado, hoje, pelos sindicatos o patronato e o Governo, significa um projecto para melhorar o sentido da criação das condições para que o país possa, “ao longo da legislatura e numa década”, caminhar no sentido da reforma do Estado, do sistema educativo, da administração pública, da Justiça, assim como da “melhoria radical” do ambiente de negócio.

Entende o governante que com este procedimento, o país estará a atrair o investimento privado nacional e directo estrangeiro, asseverando que o acordo representa ainda um compromisso, visando melhorar o ambiente do negócio e o clima de investimento, necessários para que o país cresça de forma inclusive em todas a ilhas e a gerar rendimentos.

Olavo Correia fez questão de realçar que esta anuência surge num contexto internacional desafiante, mas repleto de oportunidades, sobretudo para um país insular, mas alertou que Cabo Verde só poderá conseguir aproveitar estas oportunidades se abrir ao mundo, do ponto de vista de circulação de bens, de pessoas e de capitais.

Isto, por entender que o acordo se afigura, igualmente, como um projecto de mudança da abertura de Cabo Verde ao mundo, para que o país possa oferecer ao mundo todas as oportunidades que se ofereçam à escala global, realçando que teve também em conta o contexto que este arquipélago se vive actualmente.

País altamente endividado, desafios enormes ao nível do ambiente de negócios e da promoção do sector empresarial privado, com luta enorme ao nível da produção e do desenvolvimento do turismo e da criação de um ambiente propiciador da coocorrência no mercado doméstico, mas também ao nível dos transportes (aéreos, marítimos ou terrestres) são apontados como grandes desafios.

O titular da pasta das Finanças assegurou que é dentro deste quadro que se desenhou as soluções para o futuro do país, com “aposta clara” nas reformas que passa, também pela segurança, promoção do turismo e diversificação da economia cabo-verdiana, na indústria, tecnologia, energias renováveis.

Por tudo isto, considera ser “fundamental” que Cabo Verde tenha um clima social de paz e de cooperação para a sua progressão, sublinhando que o governo quer dar um sinal claro com este acordo, em relação ao aumento do salário mínimo.

O acordo estratégico de médio prazo, aprovado no mês de Junho, em sede de Concertação Social, foi rubricado hoje, na Cidade da Praia, pelos sindicatos o patronato e o Governo.

As partes assumiram compromissos considerados fundamentais e estruturantes em nome da Nação, de forma a colocar o país “a crescer a taxas mais elevadas, gerar emprego, duplicar o rendimento médio e reduzir e forma significativa, a pobreza”.

SR/CP

Inforpress/Fim

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