Governo perspectiva linha de crédito de 35 milhões de Euros com Hungria para projectos de dessalinização de água (c/áudio)

Cidade da Praia, 23 Jan (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente anunciou hoje que o Governo vai assinar com a Hungria um acordo de 35 milhões de Euros para financiar projectos de dessalinização de água e reutilização das águas residuais para a agricultura.

Gilberto Silva falava aos jornalistas à margem da apresentação hoje, na Cidade da Praia, do Estudo das Cadeias de Valor da banana, papaia, batata, mandioca e leite e seus derivados, que contou com a assistência técnica da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).

“A água é o factor limitante principal da agricultura em Cabo Verde, por isso estamos bastante empenhados na diversificação das fontes de mobilização. Por isso é que temos estado a falar da dessalinização das águas salobras e também do tratamento adequado para a reutilização segura na agricultura de águas residuais que nós temos em Cabo Verde” informou o governante.

Segundo Gilberto Silva, a ideia de reutilização de águas residuais foi inspirada em países que também têm escassez de água e que têm estado a desenvolver na agricultura, como é o caso de Israel, onde cerca de 90 % das águas residuais são tratadas e reutilizadas na agricultura.

O projecto, explicou o ministro, abrange uma produção muito maior do ponto de vista da água, desde a dessalinização ou tratamento, a sua bombagem para os grandes reservatórios, a sua distribuição para pequenos reservatórios e redistribuição até os cabeçais de rega e ainda apoiar os agricultores no estabelecimento de parcelas agrícolas para que de facto possam produzir.

Quanto ao “Estudo das Cadeias de Valor da banana, papaia, batata, mandioca e leite e seus derivados”, Gilberto Silva afirmou que não basta apenas a produção é necessário financiar-se bem, aumentar a produtividade, mas sobretudo valorizar esses produtos nas suas respectivas cadeias de produção. Ou seja, é preciso melhorar a questão do transporte, todo o processamento pós-colheita, e valorizar esses produtos no mercado, mediante a devida certificação, sobretudo para mercados exigentes como o mercado do turismo.

“Por isso é necessário conhecer bem a cadeia de valor de cada um desses produtos. Isto traz vantagens não só para estruturação de todo o trabalho, mas também para os investimentos”, destacou alertando que o Governo vai ter que desempenhar o seu papel, sendo certo que todo o negócio à volta da produção agrícola a ser desenvolvido em Cabo Verde, vai exigir a colaboração de outros actores, designadamente dos próprios produtores, das famílias, daqueles que o financiam e das instituições ligadas a investigação.

Neste particular, o ministro destacou a importância de fomentar o surgimento e bom funcionamento das cooperativas agrícolas para melhorar a escala e organizar melhor toda a produção. Isto porque lembrou, trata-se de cadeias de valor, de cadeias de segmentes diferentes que contribuem para “a maior produtividade, o melhor consumo, maior qualidade dos produtos agrícolas e ainda maior contribuição da agricultura não só na segurança alimentar, mas também na economia do país”.

CD /FP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos