Governo partilha Plano Estratégico do Desenvolvimento Sustentável com a classe empresarial na ilha do Sal

 

Santa Maria, 09 Nov. (Inforpress) – O ministro das Finanças, Olavo Correia, partilhou esta quarta-feira, na ilha do Sal, os objectivos do Plano Estratégico do Desenvolvimento Sustentável (PEDS 2017-2021), com a classe empresarial local, documento considerado “extremamente” importante e de convergência social.

A apresentação do documento, aprovado em Conselho de Ministros , na quinta-feira, 02 de Novembro, teve lugar num dos hotéis da cidade de Santa Maria, encontro que se estendeu até à noite, perante sala cheia de empresários e outras figuras, que também aproveitaram o momento para manifestar as suas inquietações ao governante.

O Plano Estratégico do Desenvolvimento Sustentável 2017-2021, que visa promover o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, baseado num novo modelo de crescimento económico, com foco na melhoria da qualidade de vida dos cabo-verdianos, exibe um conjunto de acções, programas, metas e soluções para serem cumpridos nos próximos cinco anos.

Sustentado em 35 programas, divididos em três pilares, visando atingir quatro objectivos definidos, o PEDS propõe fazer de Cabo Verde uma economia de circulação no Atlântico Médio, tornando o país numa plataforma de prestação de serviços.

O programa pretende, ainda, garantir a sustentabilidade económica e ambiental, assegurar a inclusão social e a redução das desigualdades e assimetrias, promover o equilíbrio regional, a igualdade de género e a melhoria da qualidade de vida das pessoas

O reforço da soberania, a valorização da democracia e a orientação da diplomacia para os desafios do desenvolvimento do país são outros propósito que o plano almeja atingir.

Para Olavo Correia, segundo o qual o Governo “está” do lado da solução para transformar o país, o desígnio de alcançar a meta de um crescimento de 7 por cento não “é uma questão de totoloto”.

“Não… é uma ambição. E a questão que se coloca hoje no debate, não é se é possível ou difícil. Essa discussão é inútil e não serve ao país. A questão que se coloca é o que cada um pode e deve fazer para que Cabo Verde cresça 7 por cento”, realçou.

Com olhos na concretização dos PEDS 2017-2021, Olavo Correia afirmou que o futuro do país “não pode ser o enterro do passado”, já que foi “construído com base no esforço de várias gerações”, mas também, disse, o “futuro não pode ser a perpetuação do passado.”

“Temos que ter ambição para mudar, transformar, reformar… para que possamos continuar na rota do desenvolvimento. Temos um mandato para vencer os desafios e não para falar sobre eles”, exteriorizou, enumerando, entretanto, os desafios mais prementes que hoje se colocam do ponto de vista económico e social, não obstante os progressos.

O titular da pasta das finanças conclui, apontando, três indicadores que podem medir o desenvolvimento do país, que têm a ver com o nível do rendimento per capita, o índice de desenvolvimento humano e qualidade de vida, e o índice das assimetrias regionais e sociais.

Para melhorar os indicadores, o ministro salientou ,todavia, que há que intervir ao nível dos sectores portadores do crescimento económico, isto é, turismo, sistema financeiro, economia do mar, transportes, comércio, entre outros.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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