“Governo não se compromete com os prazos para a execução da via rápida Ribeira Brava- Tarrafal” – ministra Eunice Silva

Ribeira Brava, 15 Mai (Inforpress) – A ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, afirmou hoje que o Governo “não se compromete com os prazos” para a execução da via rápida Ribeira Brava- Tarrafal.

A governante falava à imprensa, à margem da apresentação da apresentação do Estudo de Viabilidade Técnica, Económica e Ambiental da via rápida que liga Preguiça ao Tarrafal.

“Não comprometemos como os prazos, porque pelo valor aqui apresentado, no mínimo dois milhões de contos, não é fácil mobilizar este recurso, daí que vamos ter o estudo sim, mas este estudo vai desencadear um processo de procura do modelo de financiamento”, afirmou.

Segundo a governante, o Esquema Regional de Ordenamento Territorial da ilha (EROT) prevê a construção de uma nova estrada que liga os dois centros urbanos da ilha, em alternativa ao Caminho Novo.

“Face aquilo que o EROT previu, a Estradas de Cabo Verde teve a orientação para desencadear o processo de elaboração de estudo. É um estudo em processo e como entendemos que é um estudo complexo entendemos que devemos ir socializando o mesmo conforme for elaborado”, realçou.

Do Estudo de Viabilidade Técnica, Económica e Ambiental da via rápida que liga Preguiça ao Tarrafal apresentado duas opções mostram-se como mais viáveis, sendo a primeiro uma via no litoral que liga a localidade da Preguiça à Cidade do Tarrafal e a segunda uma via que liga as localidades de Caleijão e Cabeçalinho, através de um túnel.

José Freitas, presidente da Câmara Municipal do Tarrafal, mostrou “preferência” pela via litoral que, segundo o mesmo, traria melhores benefícios para o desenvolvimento, com a criação de emprego e dando acesso a zonas ainda pouco exploradas na ilha.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, José Martins, salientou a importância de se pensar nesta alternativa à via actual, como forma de evitar situações como tem vindo a acontecer que deixam os dois municípios da ilha sem ligação, mais também como forma de trazer mais emprego e maior mobilidade entre os dois municípios.

WM/JMV
Inforpress/Fim

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