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Governo lança oferta pública de venda das acções que o Estado de Cabo Verde detém na Enacol

Cidade da Praia, 22 Nov (Inforpress) – O Governo lançou hoje a Oferta Pública de Venda das acções do Estado de Cabo Verde na Enacol, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado das Finanças, Gilberto Barros, na sede da Bolsa de Valores, na Praia.

Conforme explicou à imprensa o presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC), Manuel Lima, por aquilo que vale a empresa Enacol neste momento, cada acção custa 3.991 escudos, podendo ser adquiridas por um público indiscriminado.

“Não se discrimina se é público, privado, empresa ou se é fundo nacional ou estrangeiro. Não há nenhum tipo de restrição”, afirmou. O processo de venda decorre através dos bancos comerciais e estará aberto de 27 de Novembro a 11 de Dezembro de 2019.

Segundo o secretário de Estado das Finanças, esta acção é “necessária” e está “perfeitamente” alinhada com o programa do Governo que, segundo frisou, quer se retirar do sector empresarial, porque “onde, na verdade, um privado está interessado em investir, o governo de Cabo Verde quer criar as condições para ele investir e ter o retorno necessário para o seu investimento”.

Gilberto Barros afirmou ainda que o “papel fundamental” do Estado é se cingir aos investimentos em bens públicos, nomeadamente, segurança nacional, saúde, dentre outros.

“É bom realçar que a ideia também é dar oportunidade a investidores privados, inclusive a nossa diáspora a investir em rentabilizar os seus investimentos numa empresa bem gerida e com bons resultados e que, salvo erro, anda a distribuir dividendos todos os anos”, pontuou o governante.

A Enacol, criada em 1979, é actualmente participada em 48,3% pelo grupo português Galp, em 38,7% pela Sonangol Cabo Verde e, além do Estado cabo-verdiano, em 10,9% por outros pequenos accionistas.

De acordo com o último relatório e contas da empresa, citado pela agência Lusa, a Enacol apresentou um resultado líquido de 841,9 milhões de escudos (7,6 milhões de euros), um aumento de 20% face aos resultados de 2017, enquanto os resultados operacionais cresceram 30%, para 16.965 milhões de escudos (153 milhões de euros).

O capital social da Enacol é de um 1.000 milhões de escudos (nove milhões de euros), representado por um milhão de acções, com um valor nominal de 1.000 escudos (nove euros).

A posição do Estado na Enacol, de 2,1%, está assim avaliada em 21 milhões de escudos (190.000 euros), representativa de 21.000 acções.

Em todo o ano de 2018, a Enacol vendeu 243.430 toneladas de produtos petrolíferos, um aumento de 7% no espaço de um ano, correspondente a uma quota de mercado que desceu 1,4 pontos percentuais, para 52,5%.

“Esta quebra na quota de mercado é justificada pelo desempenho no mercado interno, mais concretamente pela diminuição das vendas de ‘fuel oil’ para o sector de produção de água e energia”, lê-se no relatório.

Segundo o mesmo documento, no final de 2018 a empresa tinha 35% do capital – equivalente a 350.000 acções, incluindo a participação estatal – em regime de transição livre.

GSF/CP

Inforpress/Fim

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