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Governo garante que País está bem em termos de reserva alimentar com stock para mais de quatro meses

Cidade da Praia, 14 Jun (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente afirmou hoje, na Cidade da Praia, que Cabo Verde está bem em relação ao armazenamento dos alimentos básicos que, em média, têm um stock de mais de quatro meses.

Gilberto Silva deu essa garantia em declarações à imprensa no final de uma visita que efectuou aos silos do porto da Praia, gerido pela Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA), e outros armazéns privados, no âmbito da preparação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional que se realiza esta sexta-feira, 15, na capital do país.

“Em termos de stock, a nossa legislação fala de um mínimo três meses, mas vamos para 4,3 meses em média para os principais produtos, sendo que há produtos que chegam até sete meses de stock, ou seja, significa que estamos bem em termos de armazenamento dos alimentos básicos em Cabo Verde, por isso, não há nenhuma razão de preocupação neste domínio”, assegurou.

Segundo o ministro, durante a visita constatou que há um aumento de importação do milho em mais de 30%, sendo que neste momento, os silos no Porto da Praia, que têm uma capacidade de armazenamento de 10 mil toneladas de alimentos, têm armazenado 8.610 mil toneladas de milho.

Em relação aos outros armazéns privados visitados, nomeadamente a Moagem de Cabo Verde (Moave), tem neste momento armazenado 5.600 mil toneladas de alimentos, como arroz, óleo e açúcar, e a Companhia de Investimentos de Cereais (CIC) de Cabo Verde que tem 4.050 mil toneladas armazenados, incluindo arroz, milho e açúcar.

No que concerne ao relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que inclui Cabo Verde na lista de países em situação de emergência alimentar, Gilberto Silva esclareceu que o país teve um mau ano agrícola e que a organização tem um mecanismo de avaliação da produção que vem funcionando há vários anos.

Segundo ele, não houve produção em Cabo Verde devido a falta de chuvas, mas que para além do referido relatório, o Governo já solicitou à FAO uma declaração da situação actual do país para que se possa mobilizar recursos junto dos parceiros para a devida assistência e executar o programa de emergência para a mitigação da seca e do mau ano agrícola.

“Temos que ser coerentes, porque somos um país que está a beneficiar da assistência para mitigar os efeitos da seca e é evidente que temos que constar nos relatórios que somos um país em emergência neste domínio, mas não se deve politizar este assunto e muito menos fazer política de terra queimada nesta matéria, até porque não há terra queimada”, frisou.

Para Gilberto Silva, é preciso haver uma “mensagem de coesão e de tranquilidade” para os cabo-verdianos saberem que não está em causa o abastecimento em matéria de alimentos, lembrando que o mau ano agrícola põe em causa, sim, a produção de hortícolas, frutas e a nível da pecuária.

“São produtos que normalmente não importamos e que são importantes para a economia familiar, sobretudo no meio rural. É neste sentido que temos que trabalhar para mitigar todos os efeitos do mau ano agrícola”, considerou.

Na reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional agendada para sexta-feira, entre outras questões, devem ser abordados a situação alimentar e nutricional do país, o alcoolismo e a lei do direito humano à alimentação adequada, cuja aprovação na espacialidade vai acontecer durante a sessão plenária parlamentar deste mês.

A preparação da participação do país na reunião do Conselho dos Ministros da Agricultura Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre a segurança alimentar e nutricional que vai acontecer à margem da Cimeira dos Chefes do Estado e do Governo da CPLP na ilha do Sal, no próximo mês de Julho, também consta da agenda o encontro desta sexta-feira.

DR/FP

Inforpress/Fim

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