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Governo garante que “ninguém vai pagar mais” pela electricidade do que pagava antes da pandemia (c/áudio)

Cidade da Praia, 09 Set (Inforpress) – O ministro da Indústria, Comércio e Energia garantiu hoje que, mesmo com o aumento do preço anunciado pela ARME, “ninguém vai pagar mais” pela electricidade do que pagava antes da pandemia da covid-19, iniciada em 2019.

“Actualmente, em vários países com regime de preços transparentes, as pessoas estão a pagar mais do que pagavam pelo consumo de electricidade no início da pandemia. Em Cabo Verde mesmo com este aumento anunciado e decidido pela ARME ninguém vai pagar mais do que pagava no início da pandemia, isto graças a políticas adoptadas por este Governo de protecção à economia, às famílias e às pessoas”, explicou Alexandre Monteiro.

O governante, que falava em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, convocada para reagir a variação do preço da electricidade na ordem de mais de 30%, adiantou que do início da pandemia para hoje houve duas reduções consecutivas no preço de energia, com o País a chegar a tarifa de electricidade “mais baixa de sempre” na história de Cabo Verde.

“Com a retoma das actividades no mundo houve um ajustamento de preço e, portanto, regressamos com essa actualização. No mês de Março de 2019 pagava-se pela tarifa de baixa tensão cerca de 24 escudos e a tarifa fixada agora com esse aumento passou de 18 para 24 escudos. Mas antes já custava 24 escudos por kwh”, sustentou.

A questão que se coloca, neste momento, segundo Alexandre Monteiro, é a variação, já que as descidas foram registadas em duas etapas e a subida, agora, em apenas uma etapa.

Por isso, indicou que o Governo vai tomar medidas, que serão anunciadas ainda antes da entrada em vigor das novas tarifas, em Outubro, para “proteger e amortecer” esse choque, e com impacto na redução do preço de electricidade, sobretudo para o seguimento da população que mais necessita.

Alexandre Monteiro, que convocou a conferência de imprensa para também reagir às declarações do PAICV (oposição) sobre o assunto, disse que ao afirmar que esse aumento se deve “à má política do País” no sector energético em Cabo Verde, o PAICV demonstrou “claramente” a falta de conhecimento e deu a conhecer o porquê de em contextos semelhantes o seu Governo não ter adoptado medidas que protegessem as famílias.  

“Vale lembrar que no passado recente, 2011 a 2015, durante quatro anos consecutivos de Governação do PAICV, o preço de electricidade foi a mais elevada de sempre da história do país, ou seja mais de seis escudos por kilowatts hora (kwh), relativamente à tarifa agora anunciada pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), realçou.

“Com o Governo do MpD, hoje, os preços de electricidade para as famílias vulneráveis é cerca de metade. Estou a falar de 12,5 escudos por kWh se comparar com 30 escudos que se pagava na governação do PAICV, sobretudo 2011 a 2015”, acrescentou, salientando que a actual política energética do País é “sólida e consistente” e “alinhada com as melhores práticas e internacionalmente reconhecidas”.

Alexandre Monteiro negou que o Governo fez promessas eleitoralistas, mesmo sabendo desses “aumentos galopantes” de preços de energia.

De acordo com a nova actualização divulgada no início deste mês, as tarifas de electricidade da Electra sofrem um ajuste de 6,43 escudos por kwh faturado e em todos os escalões, correspondendo um aumento da tarifa média ponderado pelas quantidades faturadas de 2020 de 30,53%.

Em relação às tarifas da AEB, sofrem um ajuste de 5,80 escudos para cada kwh faturado e em todos os escalões, correspondendo um aumento da tarifa média ponderado pelas quantidades faturadas de 2020, de 24,55%.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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