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Governo “fortemente empenhado” em transformar Projecto de Mobilização de Água para Agricultura num “caso de sucesso” (c/áudio)

Cidade da Praia, 08 Jun (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que o seu Governo está “fortemente empenhado” em  transformar o Projecto de Mobilização de Água para a Agricultura em um “caso de sucesso”.

“Este é um desafio para ganhar, para que os nossos agricultores não fiquem sempre na dependência do risco das chuvas”, precisou o chefe do Governo, acrescentando que estão ser a criadas as soluções alternativas.

Para o primeiro-ministro, trata-se de um projecto  que investe na resiliência, ou seja, torna o País cada vez mais capaz de se adaptar e resolver o problema no sector da água.

Correia e Silva realçou que o referido projecto tem  “implicações muito fortes” na economia secular e na adaptação às alterações climáticas, criando as “condições para que a agricultura desempenhe um papel importante em Cabo Verde”.

O chefe do Governo fez estas considerações  na cerimónia do lançamento do “Projecto de Mobilização de Água” que contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Hungria, Péter Szijjártó, que se encontra de visita a Cabo Verde.

Garantiu ao governante húngaro que o empenho do seu executivo vai fazer com que o projecto ora lançado marque um quadro das relações  que podem ser, também, externalizadas relativamente àquilo que deve ser uma “boa cooperação” entre os dois países e que produza resultados transformadores.

O Chefe do Governo reafirmou, por outro lado, o empenho do Governo para que as relações entre a Hungria e Cabo Verde sejam “relações de diálogo político-diplomático e económicas fortes”.

Na ocasião, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva,  afirmou  que a referida cerimónia “marca profundamente o processo de desenvolvimento do sector agrário cabo-verdiano”.

“Representa o arranque de investimentos que irão dar mais escala a novas soluções alternativas e sustentáveis de mobilização de água para a rega”, indicou Gilberto Silva, acrescentando que o País já testou o reaproveitamento das águas residuais, assim como a dessalinização das águas salobras.

O ministro anunciou que o projecto vai permitir produzir cerca de quatro milhões  de metros cúbicos de água, o que, na sua perspectiva, fará com a agricultura diminua a sua dependência das chuvas.

“O programa que estamos a lançar vai gerar muitos empregos, empregos directos e indirectos e vai contribuir , sobremaneira, para o reforço da capacidade técnica dos quadros cabo-verdianos em matéria de mobilização e gestão da água”, indicou Gilberto Silva, concluindo que o País está a arrancar uma “enorme empreitada”, que representará um “salto qualitativo bem marcante no percurso e desenvolvimento do sector agrário cabo-verdiano”.

Por sua vez,  o governante húngaro considerou que a mobilização de mais água para a agricultura é um desafio a que se juntou o Governo do seu país, em ordem a ajudar Cabo Verde a aumentar a sua produção alimentar.

A implementação  do referido projecto, que conta com o financiamento do Governo da Hungria no montante de 35 milhões de euros, estará a cargo da empresa Água de Rega.

O presidente do conselho de administração da “Água de Rega”, Jaime Ferreira, adiantou à Inforpress que os projectos que compõem o citado programa consistem na construção, reabilitação de infra-estruturas e montagem de equipamentos, dessalinização de água salobra e de água do mar e tratamento de águas residuais.

Assim, vão ser instaladas mais de 20 unidades de dessalinização por Osmose Inversa em diversos municípios do País, assim como a construção de reservatórios e instalação de condutas de adução e de distribuição de água aos campos agrícolas.

Estão igualmente contempladas a prospecção e reabilitação de 60 furos em todo o território nacional e a recuperação de solos nas parcelas agrícolas seleccionadas.

Na primeira fase da execução do projecto prevê-se um aumento do volume anual de água salobra dessalinizada na ordem de um milhão e 200 mil metros cúbicos e dois milhões e quinhentos mil metros cúbicos de águas residuais tratadas.

Quanto à área irrigada, prevê-se um aumento entre 280 a 320 hectares, ou seja, equivalente a 280 a 320 campos de futebol, respectivamente.

Ainda na primeira fase, o plano prevê um aumento de produção anual entre 30 mil a 34 mil toneladas em vegetais, frutas e tubérculos, correspondente a um valor bruto de 22 a 25 milhões de escudos.

A Hungria, na pessoa do seu ministro dos Negócios Estrangeiros e Comércio, ofereceu hoje a Cabo Verde 100 mil doses de vacina da AstraZeneca, a maior doação até este momento.

LC/HF

Inforpress/Fim

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