Governo está a trabalhar numa nova abordagem do serviço voluntário e reforçar as organizações da sociedade civil – ministro

Cidade da Praia, 05 Fev (Inforpress)- O Governo está a trabalhar num conjunto de reformas para reforçar as acções das organizações da sociedade civil e numa nova abordagem do serviço voluntariado, no sentido de torná-lo “mais eficaz” e enraizá-lo na cultura cabo-verdiana.

A informação foi avançada hoje pelo ministro de Estado e Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Fernando Elísio Freire, durante a sua intervenção na abertura da assembleia geral ordinária do grupo “Sahel Plus” e a mesa redonda sobre “Accès Plus Sur” do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

“Sendo a Cruz Vermelha uma escola do voluntariado, o Governo está a trabalhar numa nova abordagem do serviço voluntário, de forma a torna-lo mais eficaz, mais regulamentado e enraizado na cultura cabo-verdiana”, assegurou, sublinhando que a ideia é que as acções dos voluntários, das Organização Não Governamentais (ONG) contribuam, efectivamente, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, sobretudo, dos mais carenciados.

Segundo o ministro, o voluntariado permite uma inclusão social “mais eficaz e sustentável” no tempo, daí a necessidade de Cabo Verde desenvolver uma “forte cultura” de voluntariado, envolvendo as famílias, as escolas, e as empresas, uma vez que essa cultura é, considerou o governante, “fundamental para empoderar” as pessoas, sobretudo as de baixa renda a nível do capital social, humano e financeiro.

Garantiu que o Governo está a implementar um conjunto de reformas no sentido de promover uma ” verdadeira autonomia da sociedade civil, combater a pobreza e criar uma prosperidade duradoura, que, no seu entender, vai exigir o engajamento das autoridades públicas, do sector privado e das ONG.

O executivo quer políticas inclusivas que ataquem, de forma simultânea, todas as dimensões do fenómeno, numa perspectiva de ascensão dos pobres na escala social, libertando das amaras da dependência do Estado e dos favores que condicionam a sua livre capacidade de escolha.

Neste sentido, o ministro sublinhou que a Cruz Vermelha é um parceiro incontornável do Estado na promoção da autonomia e na auto-suficiência das famílias, pelo trabalho de produção e pelo rendimento da promoção de valores para elevar o nível do capital social através da educação cívica, da cidadania, educação ambiental, segurança para democracia e a paz.

“As maiores dificuldades provocadas pela maior seca dos últimos 40 anos, a educação para a cidadania que promova uma verdadeira mudança de mentalidade e que permite ao país no seu todo sobretudo aos agricultores e criadores de gado serem mais resilientes, ganham uma importância estratégica e decisiva”, realçou.

Perante este cenário, o Governo provou um quadro de relações financeiras institucionais com as organizações da sociedade, civil baseado na legalidade, objectividade, imparcialidade e transparência.

O objectivo desta medida, explicou, visa racionalizar as intervenções de prestações sociais, centradas nos objectivos da autonomia e auto- suficiência das famílias através de igualdade de oportunidade e de protecção das crianças de famílias carenciadas, mulheres e idosos com deficiência.

Para Fernando Elísio Freire, é imperioso reforçar as acções executadas até ao momento pela Cruz Vermelha, mas alertou que não se deve nunca se descurar a expansão territorial dentro do país, o reforço da cooperação internacional e as parcerias com as entidades públicas, em particular com o sector privado.

Garantiu que o Estado vai trabalhar também a questão do aprofundamento e difusão do trabalho voluntario, bem como a formação em voluntariado.

Estiveram presentes na cerimónia de abertura o vice-presidente da Federação Internacional das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) da África, o chefe do escritório do cluster SAHEL/Dakar da FICV, o responsável regional do Comité Internacional da Cruz Vermelha, e o presidente do SAHEL PLUS.

Durante os dois dias, (05 e 06), os representantes de Burkina Faso, Cabo Verde, Gâmbia, Guiné Bissau, Mali, Mauritânia, Níger, Senegal, Tchade e Gâmbia vão analisar e avaliar a situação da segurança alimentar e das catástrofes nesta região africana.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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