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Governo está aberto ao diálogo para aprovação de medidas que exigem maioria qualificada – PM

Cidade da Praia 13 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro (PM), Ulisses Correia e Silva, afirmou hoje que o Governo está aberto para dialogar com os actores políticos para que haja consenso nas medidas que exigem maioria qualificada.

Durante a sessão solene comemorativa do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, assim como os partidos da oposição, apelou à abertura para o diálogo e entendimento sobre questões fundamentais para o Desenvolvimento de Cabo Verde.

Ao ser abordado pelos jornalistas, Ulisses Correia e Silva assegurou que da parte do seu Governo “há toda a abertura e diálogo institucional”.

“Temos estado a procurar espaços de concertação parlamentar, porque o essencial daquilo que se concretiza em termos de legislação, em termos de grandes medidas passa pelo parlamento”, assegurou.

Segundo o chefe do Governo, há um conjunto de leis do sistema judicial que exigem a maioria qualificada, como a revisão da Constituição da República, a revisão da lei eleitoral e a lei da regionalização que precisa de garantia de dois terços para a sua aprovação.

Por parte do maior partido da oposição, considerou, até agora este diálogo tem sido “difícil”., mas como não há solução alternativa para que possam desenvolver um conjunto de medidas de reformas que exigem a feitura de leis e a sua aprovação e maioria qualificada, advogou, é necessário haver esse entendimento.

O chefe do Executivo cabo-verdiano afastou a ideia de que a falta do diálogo está do lado do Governo e da maioria que o suporta.

“É preciso que haja de facto um entendimento, que faça valer aquilo que tem que ser feito, chegarmos aos consensos necessários para que possamos reforçar as nossas instituições, as políticas, nomeadamente das reformas que são muito exigentes e que exigem o grande suporte governamental”, reiterou.

Durante os discursos, os dois partidos da oposição, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), defenderam que o crescimento económico do país não tem reflectido na vida dos cabo-verdianos.

Entretanto, Ulisses Correia e Silva advogou que os dados estatísticos demonstram que o rendimento disponível das famílias cabo-verdiana tem aumentado, mas que ainda é “preciso de tempo para que o seu efeito seja aprofundado e para que tenha uma extensão territorial mais abrangente”.

Lembrou ainda que o seu partido está com menos de três anos de governação, e que não se pode comparar 15 anos com três anos para se fazer avaliações.

Ulisses Correia e Silva, reiterou que o Governo tem um conjunto de políticas activas que vão no sentido de aumentar o rendimento das famílias.

“Isto tem que ser avaliado não apenas na percepção das pessoas, é preciso analisar os dados, credíveis que mostram que temos estado a fazer progresso muito importantes e com o tempo necessário e com o aprofundamento das políticas iremos melhorar ainda mais a expectativa dos cabo-verdianos e 2019 será ainda melhor do que 2018”, perspectivou.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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