Governo e FAO assinaram acordo para promoção da Economia Azul no montante de 148 mil euros    

Cidade da Praia, 11 Mai (Inforpress) – O Governo e a FAO assinaram hoje um acordo para a implementação do projeto promover o empreendedorismo na Economia Azul, no valor de 148 mil euros, financiado pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.

O objectivo desta parceria, assinada na Cidade da Praia, é contribuir para o processo de transição sustentável para a Economia Azul de Cabo Verde, de acordo com a Estratégia Unificada para a Promoção da EA adotada em 2019 (CaSUEB) e o Plano Nacional de Investimento da Economia Azul, elaborado em 2019.

Espera-se que este projecto beneficie jovens, homens e mulheres, através do estabelecimento de uma plataforma de cooperação para a promoção do empreendedorismo, capacitação de pescadores e vendedoras de pescado, visando promover a integração da cadeia de valor pesca/turismo.

Na ocasião, após a assinatura do documento, o ministro do Mar, Abraão Vicente, considerou que projecto “veio em hora”, por acontecer depois de visitas a várias ilhas para conhecer os problemas dos pescadores e peixeiros e de se reunir com as cooperativas, associações e a sociedade civil ligado ao sector das pescas e à economia azul.

“A conclusão a que chegamos é que a Economia Azul em Cabo Verde deve significar   a criação de trabalho dignos, o empoderamento da sociedade civil, das mulheres   peixeiras, dos homens e trabalhadores do mar”, apontou.

Segundo o governante, com isto se pretende a criação de uma cadeia de valor que seja “perceptível e compreensível” para a credibilidade, de modo a que os bancos   possam   financiar crédito às pescas, para que se crie um sector empresarial   ligado à economia azul.

“Deixamos como alerta ao Governo, trata-se de um sector que se bem construído e trabalhado pode constituir um importante domínio para a criação de empregos dignos,”, perspectivou o ministro do Mar.

Por sua vez, a representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, enalteceu o facto de Cabo Verde ser o primeiro país a ter documento com uma “visão holística” do sector, através da Carta Política da Economia Azul.

Este documento, precisou a responsável, comporta ainda o Quadro de Estratégia Unificada para a Promoção da Economia Azul, o Plano Nacional de Investimento e o Programa de Promoção da Economia Azul.

Ana Touza exaltou ainda o empenhamento do Governo em dinamizar este sector e lembrou que em Novembro de 2021, aquando do evento Cabo Verde Ocean Week, realizado em São Vicente, a FAO apresentou quatro projetos ligados à economia azul, com vista a fortalecer o empresariado cabo-verdiano, valorizar as espécies e produtos nacionais, assim como criar instrumentos ao conhecimento, inovação e à pesquisa.

Apontou ainda o reforço da sustentabilidade ambiental, através de uma gestão responsável dos recursos naturais e uma maior sensibilização para as alterações climáticas, assim como a capacitação dos sectores abrangidos pela economia azul.

“Esperamos que este projectos venham contribuir para a transição sustentável da economia azul em Cabo Verde, bem como para estabelecer uma política eficaz e serviço avançado de apoio à promoção do emprego no sector”, indicou a responsável do Fundo das Nações Unidos para Agricultura e Alimentação (FAO) em Cabo Verde.

A embaixadora de Espanha em Cabo Verde, Dolores Rios, por seu lado, sublinhou que esse projecto tem como objectivo promover iniciativas empresariais na economia azul, apontando como resultado a criação de uma   plataforma de cooperação para a promoção do empreendedorismo, no âmbito da economia azul.

Este projecto, que tem um ano como prazo de implementação e parceiros como o Ministério do Mar e a Pró-empresa, sendo a FAO a agência executora, propõem que 40 por cento (%) do total de beneficiários sejam mulheres.

OM/AA

Inforpress/Fim

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