Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Governo e AJOC estabelecem entendimento para aprofundar a liberdade de imprensa em Cabo Verde (c/áudio)

Cidade da Praia, 19 Set (Inforpress) –  O Governo e a Associação dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) estabeleceram hoje um entendimento para aprofundar a liberdade de imprensa em Cabo Verde, as condições de funcionamento da comunicação social e a dignificação dos jornalistas.

Este foi um dos assuntos tratados no encontro da nova direcção da AJOC, chefiada por Carlos Santos, e o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Conforme Carlos Santos, há uma ideia de estabelecer com o Governo um quadro estratégico de entendimento com balizas e com objectivos a nível das reformas que são precisas para a comunicação social, para que de facto não haja medidas avulsas no sector.

“Queremos melhor comunicação social em Cabo Verde, nós queremos os jornalistas melhor capacitados, jornalistas especializados em várias áreas, órgãos de comunicação social fortes, e nós temos todos de trabalhar neste sentido”, defendeu Carlos Santos à saída do encontro com o primeiro-ministro.

Este entendimento, adiantou o jornalista, não é propriamente um pacto ou igual ao que existe a nível do acordo de concertação estratégica em que os outros sindicatos estão representados. Mas é no sentido de haver algum instrumento ou documento com medidas de políticas públicas, com reformas e em que os jornalistas possam também dar o seu contributo.

Neste item, referiu que a AJOC deve ser um “actor importante” no sentido de identificar esse caminho e as medidas necessárias que deverão ser tomadas a nível da reforma da comunicação social. Tudo isto para que daqui a cinco ou dez anos se possa dizer que “a comunicação social deu um salto em Cabo Verde”, ajuntou.

Outro entendimento com o chefe do Governo cabo-verdiano tem que ver com a necessidade de se estabelecer um tecto mínimo salarial para os jornalistas porque, segundo a mesma fonte, “não é aceitável” que um jornalista que tenha licenciatura e carteira profissional esteja a auferir um salário de 20 mil escudos.

Com o primeiro-ministro, o recém-eleito presidente da AJOC tratou das condições de funcionamento do edifício onde funciona a associação dos jornalistas, porque há um acordo de “cedência precária e gratuita” desse espaço por parte do Estado, através do anterior Governo, que termina em 2020.

“Viemos, obviamente, fazer diligências no sentido de a AJOC continuar a funcionar nesse edifício que é emblemático, onde no fundo sempre esteve a imprensa porque antes o jornal Voz di Povo funcionava nesse edifício”, revelou ainda Carlos Santos, afirmando que viu no primeiro-ministro “uma abertura” em analisar esta questão e uma “indicação muito boa” da AJOC continuar naquele edifício emblemático.

CD/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos