Governo disponibiliza 50 mil contos para abertura de linha de crédito no sector agropecuário

 

Cidade da Praia, 09 Nov (Inforpress) – O Governo vai disponibilizar 50 milhões de escudos para a implementação de uma linha de crédito no sector agropecuário, em vista a fazer face ao mau ano agrícola que, conforme indicou, directa ou indirectamente já afecta 70.000 pessoas no País.

Com este objectivo, um acordo foi hoje assinado na Cidade da Praia entre o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e o vice-presidente da Associação Profissional das Instituições de Microfinanças de Cabo Verde, Francisco Tavares, organização que vai implementar a linha de crédito.

A criação da linha de crédito facilitado, segundo o Governo, tem o intuito de assegurar a capacidade de resiliência das famílias agrícolas afectadas, garantindo o acesso rápido no máximo 48 horas a meios financeiros para investirem nas actividades da agricultura e pecuária, sem juros e com períodos de carência alargados.

O Executivo justifica que a escolha das instituições de microfinanças como parceiras para a materialização desta política, tem a ver com o facto de terem experiência e relação de proximidade com as famílias e tendo em conta a pertinência da continuidade e reforço desta política em prol de um desenvolvimento sustentável.

“O Governo está aberto a reforçar este montante de 50 milhões de escudos, numa próxima fase, se se mostrar necessário e à medida que se vai implementar o sistema de crédito”, assegurou o ministro Gilberto Silva, frisando que o Governo pode até vir a disponibilizar um montante de 150 milhões de escudos se achar necessário.

Para o governante, esta medida é de “grande importância”, tendo em conta que quem precisa de recursos sabe onde encontrar esses recursos em “condições muito favoráveis”, realçando que tanto os agricultores como os criadores de gado vão poder “tirar proveito” desta iniciativa.

Para Francisco Tavares, o Governo ao criar um programa para minimizar o problema da falta de água, para garantir o salvamento de gado e garantir o mínimo de rendimento às famílias agrícolas, prova o seu compromisso com o “desenvolvimento sustentado e inclusivo”, mas mostrou-se ciente que o programa impõe “grandes desafios” às instituições de microfinanças que terão que lidar directamente com os potenciais beneficiários.

“A assinatura deste acordo representa o nível de confiança que o Governo deposita no sector microfinanceiro e a sua determinação na conquista da meta de melhor qualidade de vida dos cidadãos”, afirmou o vice-presidente da associação que garantiu que as instituições de microfinanças trabalham de forma “célere, rápida, flexível e isenta de burocracias”.

O Governo anunciou no início do mês de Outubro que vai implementar um plano de emergência de salvamento de gado e de mitigação da seca num montante de 880 mil contos, tendo em conta o mau ano agrícola, sendo que este dinheiro deve socorrer cerca de 17.200 famílias, das quais 62% estão localizadas no mundo rural.

Para além de acções direccionadas para o salvamento de gado, contam entre as medidas do referido plano, a gestão adequada dos recursos hídricos, bem como a criação de oportunidades de emprego para as famílias que não vão poder usufruir de nenhuma produção agrícola.

Ainda no quadro das medidas para se fazer face ao mau ano agrícola que se vive no arquipélago, o Conselho de Ministros já aprovou o projecto de proposta de lei que institui o regime especial de benefícios fiscais na importação de todos os alimentos e pastos para os animais, medicamentos veterinários e materiais para a faina agrícola.

DR/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

 

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