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Governo destaca impacto social do programa “Bolsa de Acesso à Cultura” no combate à exclusão social

Cidade da Praia, 01 Mar (Inforpress) – O ministro da Cultura destacou hoje o forte impacto social do programa  “Bolsa de Acesso à Cultura” no combate à exclusão social, com uma forte integração através da arte/cultura, focado no empoderamento das próximas gerações.

Abraão Vicente, que visitou esta segunda-feira, a escola “Dança & Arte Gorreth”, no Platô, “Projecto de Vida”, em Zona 4 (Ponta d’Água) e “Escola Vivarte”, em Pensamento, mostrou-se “muito orgulhoso com o programa”, ainda que não tenha sido gerido directamente pelo Ministério da Cultura, instituição que fica fora da logística ou dos pagamentos dos professores que asseguram as aulas.

Da sua visita à escola de Ballet de Gorreth referiu como sendo o exemplo “máximo dos sucessos deste programa”, já que a Bolsa Cultura permitiu à instrutora ter espaço condigno para revelar o seu potencial, recebendo, no centro do plateau, crianças oriundas de bairros periféricos como São Pedro e Latada.

Por isso considerou que a Bolsa Cultura tem vindo a mostrar o quanto a arte pode empoderar as próximas gerações de cabo-verdianos, neste projecto no qual já se nota retorno, essencialmente no combate à exclusão social, fruto de uma forte integração social através da arte e da cultura que, na visão do ministro, tem um forte impacto social.

“Uma criança de São Pedro/Latada, os pais jamais na vida colocariam como prioridade o ensino do ballet clássico, da guitarra, da flauta ou do piano como uma das prioridades do ensino das suas crianças. Sei que há um esforço, também dos pais para que as crianças cheguem cá. É uma maneira de empoderar e de incluir socialmente as crianças”, ressaltou.

O ministro sublinhou que esta política faz com que a auto-estima das crianças seja muito mais fortalecida que a geração anterior, tendo afiançado que o “fundamental não é formar artistas, mas sim o ser humano com sensibilidade pela arte e com esta sensibilidade de que a vida vai muito além das dificuldades e das circunstâncias em que cada um nasce”.

“Através da arte nós podemos empoderar-nos e ter sucesso nesta escola formal”, sintetizou

Por ano o Ministério da Cultura disponibiliza um financiamento na ordem dos 22 mil contos, quando este projecto iniciou com oito mil contos provenientes do Orçamento do Estado 2017, pelo que se pretende expandir no futuro este projecto a nível nacional, pelo que vai passar dos 70 para 80 escolas, abrangendo todos os municípios do país.

O programa Bolsa de Acesso à Cultura iniciou em 2017, com 42 escolas e um total de 1.167 alunos, em 2018 beneficiou directamente  40 escolas e 1.108 alunos, para em 2019 subir para 70 escolas e 1.918 alunos, tendo elevado a fasquia em 2020 para 72 escolas seleccionadas e 2.413 alunos, estando em 2021 com 80 escolas.

SR/HF

Inforpress/Fim

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