Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Governo despende mais de 7% da riqueza nacional com despesas do pessoal da Função Pública, Olavo Correia

 

Cidade da Praia, 22 Jun (Inforpress) – O ministro das Finanças e tutela da pasta da Administração Públia afirmou hoje que o Governo gasta mais de sete por cento (%) da riqueza nacional com a despesa do pessoal, num valor total de 32 mil milhões de escudos/ano.

Olavo Correia falava na cerimónia de abertura do Workshop “Administração Pública centrada no Cidadão e Empresas”, realizado na Cidade da Praia, no âmbito da comemoração do Dia da Função Pública Africana, e que coincide com o Dia das Nações Unidas para a Função Pública.

“É muito dinheiro e é preciso contrapartida, o retorno, para as pessoas, as famílias e as ilhas. Se queremos crescer 7% temos todos de acelerar o passo, e para isso, é preciso acção para que possamos atingir os objectivos”, disse.

Segundo o governante, este crescimento deve ser inclusivo e que consiga abranger todos, pois, ninguém pode ficar de fora.

A administração pública cabo-verdiana, sublinha o ministro das Finanças, é um activo que não pode ser diabolizado, mas sim ancorado na excelência e na prestação de serviços públicos de alta qualidade, mas também focado no cliente, nos cidadãos, nas empresas e instituições.

“A administração pública nunca pode ser um fardo, pois, ela é um pouco de tudo neste país, é a máquina pública da qual esperamos todos os dias. Por isso deve ser acarinhada, valorizada, promovida e colocada ao serviço da causa pública”, considera.

Ainda Olavo Correia, se a ambição é colocar Cabo Verde na lista dos dez países insulares mais cotados no índice do desenvolvimento humano, no top 50 em matéria de negócio, no índice da educação, e na regionalização do país, “é preciso que a máquina pública do país seja modernizada”.

Isso porque, indica, os motores de crescimento que antes se baseavam em ajuda pública e endividamento público, já não servem para os dias actuais.

“Este é o momento de reformas e de rupturas, mas a responsabilidade primeira deverá ser das lideranças políticas e das intermédias. É tempo de acção”, enfatiza.

O ministro que vê a Administração Pública como um sector estratégico para o desenvolvimento do país, é de opinião igualmente que é preciso construir um sector assente na avaliação de desempenho de cartas de admissão, na meritocracia, na gestão e desenvolvimento de recursos humanos, na promoção da boa governação, mas também no comportamento ético, transparente total, assim como na gestão de qualidade e no atendimento aos clientes.

O crescimento da próxima década, lembra, deve merecer uma administração pública reformada, mas que paga bem aos seus funcionários, que funcione com base em celeridade, e preste um serviço público com rigor e transparência.

Para a representante residente do sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson, uma efectiva administração pública é uma componente “chave” e “facilitadora” do progresso e do desenvolvimento para qualquer país.

“Não há uma receita. Os sistemas de administração pública bem sucedidos precisam reformar-se, evoluir e adaptar-se em continuidade com o progresso e desenvolvimento da realidade do país e o contexto internacional”, disse.

O sistema de administração pública de Cabo Verde, desde a independência, afirma, tem desempenhado um papel fundamental para o desenvolvimento do país.

Augura, no seu discurso, que a reforma da administração pública venha a ter um impacto esperado, desejável e contribua para que o país cumpra os seus compromissos internos a curto e alongo prazo, assim como os compromissos internacionais.

O workshop, que aconteça no âmbito das comemorações do dia da Função Pública Africana, assinalado a 23 de Junho, tem como propósito encorajar os actores governamentais e não-governamentais a promoverem espaços de reflexão sobre o desenvolvimento, a boa governação e a promoção do Estado de Direito e Democrático, em África.

O tema em debate “Administração Pública centrada no Cidadão e Empesas”, vem de encontro à estratégia do Governo, no sentido de ter uma Administração Pública aberta e ao serviço do cidadão, preocupada com a qualidade na prestação dos serviços públicos e ancorada na melhoria contínua.

Durante o encontro de dois dias, debruça-se sobre dois painéis: “Administração Pública Aberta e Centrada no Cidadão” e “Inovação e modernização do Sector Público” e subdivide-se em vários temas de interesse sobre a modernização do sector público.

PC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos