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Governo de Cabo Verde endereça condolências ao homólogo angolano pela morte de Amélia Mingas

Cidade da Praia, 13 Ago (Inforpress) – O Governo de Cabo Verde, através do ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Luís Filipe Tavares, reagiu esta manhã à morte da antiga directora do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) a angolana Amélia Mingas.

Numa nota de pesar endereçada à família e ao governo angolano, publicada na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Luís Filipe Tavares adianta que é com tristeza que recebeu a notícia da morte de Amélia Mingas, antiga directora do IILP.

Para o governante cabo-verdiano, “a comunidade de língua portuguesa ficou agora mais pobre com o desaparecimento físico de uma professora e linguista de excepção”

Amélia Mingas, linguista, professora universitária e antiga directora do Instituto Internacional da Língua Portuguesa morreu segunda-feira, 12, aos 75 anos, vítima de doença, conforme informações avançadas pelo Jornal de Angola e pela Agência Angola Press, que precisaram que a mesma foi vítima de uma paragem cardiovascular.

Amélia Mingas, regente do curso de licenciatura e docente de Língua Portuguesa, foi a primeira decana da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto (UAN) entre 2010 a 2015. Foi também a primeira professora catedrática (ou titular) da UAN.

Foi também coordenadora do departamento de Língua Portuguesa do Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda (Isced) e directora do Instituto Nacional de Línguas do Ministério da Cultura e além de trabalhar em investigação foi responsável pela cadeira de Linguística Bantu na UAN.

Entre 2006 e 2010, foi directora executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, com sede na cidade da Praia, em Cabo Verde, tendo, segundo o Jornal de Angola, defendido o estabelecimento de uma política linguística comum aos oito Estados que têm o português como língua oficial.

Enquanto directora do IILP, coordenou cinco Colectâneas da Literatura Oral da CPLP em Língua Portuguesa.

As obras bilingues (português e crioulo), segundo a mesma fonte, abrangem parte do acervo de contos, adivinhas e provérbios dos países-membros da CPLP e são dirigidas ao público jovem, fazendo com que os povos que compõem a comunidade de língua portuguesa se aproximem pelo que têm de mais genuíno e autêntico, na sua verdadeira essência.

Amélia Mingas participou em vários seminários e palestras ligados à problemática das línguas africanas e portuguesa, no interior e exterior do país.

A sua formação e experiência no campo da linguística aplicada, levou-a a publicar a obra “Interferência do Kimbundu no Português Falado em Luanda”, no ano 2000.

Vários cabo-verdianos, através de publicações nas redes sociais, lamentaram a perda desta que foi decana da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto.

“Recebo a triste notícia da morte de Amélia Mingas, de quem fui amigo, quando dirigia em Cabo Verde o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Amélia Mingas desenvolveu o projecto das Colectâneas da Literatura Oral da CPLP de/em Língua Portuguesa, uma das melhores iniciativas do IILP”, disse o escritor Filinto Elísio.

“Hoje a notícia da morte da Amélia Mingas me deixa arrasada pelos laços que com ela teci no IILP e a amizade pessoal daí nascida. Por ela fui convidada a apresentar a extraordinária colecção de literatura oral em língua portuguesa. Muitos momentos exaltantes vivemos juntas no trabalho e na convivência”, recordou a escritora Fátima Bettencourt, que endereçou condolências à família da malograda.

MJB/AM/ZS

Inforpress/fim

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