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Governo considera projecto de reciclagem de plásticos uma “responsabilidade ambiental” da Caboplast

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, considerou hoje que a iniciativa da empresa Caboplast em criar o projecto de reciclagem de plásticos desperdiçados demonstra uma responsabilidade ambiental da própria empresa para com o arquipélago.

O governante fez estas considerações em declarações à imprensa, à margem de uma visita que efectuou esta terça-feira à Caboplast, para conhecer ‘in loco’ tudo aquilo que a empresa tem feito ao longo dos anos e os projectos que a mesma tem no domínio da reciclagem dos plásticos.

Destacou a importância da criação do projecto “Nu djunta nu recicla” por parte da Caboplast para o meio ambiente, defendendo a necessidade de criação de incentivos por forma a permitir que seja feita a recolha, transporte e no tratamento final aqui na ilha de Santiago dos plásticos.

“Há muitas possibilidades neste domínio, podemos trabalhar não só com os produtores industriais, mas com a população de um modo geral, criar incentivos que permitem que a nível de todas as ilhas possamos trabalhar na recolha, transporte e no tratamento final aqui na ilha de Santiago dos plásticos produzidos, importados ou distribuídos”, asseverou.

De acordo com o ministro do Ambiente, é possível, de igual modo, se apostar na produção de tubos utilizados na agricultura, reciclar também os tubos importados que estão na natureza, constituindo assim um passivo ambiental.

No seu entender, esse projecto contribui para a preservação do meio ambiente e reduz, necessariamente, a dependência do exterior em matéria de importação da matéria prima, reforçando que esta medida traz muitos benefícios para o país.

“Estamos perante uma grande iniciativa do sector privado, neste caso da Caboplast, que demonstra também uma responsabilidade ambiental da própria empresa, ou seja, não é só produzir e distribuir no mercado, mas também ter o interesse de recolher o plástico produzido pela própria empresa ou não, para reciclar, agregar valor criando mais empregos e riquezas”, considerou.

Ainda segundo Gilberto Silva, a existência de projectos de reciclagem em Cabo Verde é um sinal de que as coisas estão a evoluir no sentido positivo e que o sector privado e as organizações da sociedade civil estão a se envolverem neste processo, assumindo claramente que não se trata apenas de uma responsabilidade pública, mas também de uma responsabilidade do sector privado e da sociedade civil.

“Sendo um país muito pequeno e ainda por cima fragmentado em varias ilhas, não é tao fácil quanto parece, mas todos temos a necessidade de trabalharmos em conjunto, criarmos boas sinergias para que também este processo seja um processo viável, sustentável no tempo”, realçou, afiançando que o Estado tem responsabilidade de criar um bom ambiente de negócio, incentivos necessários e trabalhar a vertente da educação para que todos possam agir em conformidade e de forma muito responsável com o ambiente.

A empresa Caboplast criou um projecto “Nu djunta nu recicla” (Juntemos, reciclemos) que prevê a reciclagem de plásticos desperdiçados em Cabo Verde e a redução da entrada deste material no país, visando contribuir na melhoria e preservação do ambiente.

Há mais de 20 anos no mercado cabo-verdiano, a Caboplast é uma sociedade industrial de transformação e produção de materiais de plástico.

CM/CP

Inforpress/Fim

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