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Governo considera Nhonhô Hopffer Almada um homem de tradições e defensor de Cabo Verde

Cidade da Praia, 24 Jun (Inforpress)-O Governo condecorou hoje o arquitecto e cantor Frederico Hopffer Almada, mais conhecido por Nhonhô, em reconhecimento do seu tributo dado à cultura cabo-verdiana, mas também por ser um grande defensor das tradições e de Cabo Verde.

As constatações foram feitas esta tarde, na cidade da praia, pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que presidiu à cerimónia de homenagem e que contou também com a presença do ministro da Cultura e das Industriais Criativas, Abraão Vicente, e de alguns familiares do homenageado.

“É uma homenagem merecida e que acontece em circunstâncias muito diferentes, sendo que é a primeira homenagem feita pelo Estado de Cabo Verde no período da pandemia da covid-19 e o país se encontra ainda com algumas restrições e não foi possível dar um abraço”, referiu.

Para o governante, o mais importante é que se trata de “ um gesto de reconhecimento merecido” pelo homem que é, na sua integridade na cultura, de defesa de tradições, de língua, um defensor de Cabo Verde, particularmente da ilha de Santiago, e dedicado também a arquitectura.

Toda essa referência, segundo Ulisses Correia e Silva, são valores que o arquipélago precisa cada vez mais , e sobretudo, nesses tempos difíceis.

“É um reconhecimento de alguém que já deu para Cabo Verde e tem ainda muito mais para dar e que pode servir depois de boas referências para os nossos jovens, para esse combate e para que possamos ter cada vez mais capacidade de ultrapassa dificuldades”, afirmou, realçando que Nhonhô é uma” pessoa afável, amável, amigo e amável por todos os cabo-verdianos”.

O primeiro-ministro considerou ainda que a força de Nhonhô, enquanto homem, tem um grande significado, sobretudo , nesse momento em que o mundo e Cabo Verde passam por grandes dificuldades.

Por seu turno, o homenageado, Nhonhô Hopffer Almada , que se mostrou emocionado, dedicou esse galardão a todos os artistas, arquitectos, músicos e ao povo cabo-verdiano, que sempre esteve presente e traduzido nas suas obras e músicas.

“Este reconhecimento me tocou fundo, tão fundo que as palavras são poucas para descrever o estado da minha alma. Começo por agradecer a Deus por me ter dado vida, saúde e capacidade de servir o meu povo, que é a razão principal dessa homenagem do Governo de Cabo Verde a minha pessoa”, afirmou.

Na ocasião, agradeceu ainda ao Governo por este gesto nobre e ao ministro Abraão Vicente, enquanto homem da cultura, pelo facto de ter reconhecido cada fazedor da cultura nos diversos domínios, mas também pelo apoio atribuído aos artistas, perante a situação da pandemia da covid-19.

Para finalizar, pediu a Deus paz, saúde e força para que todos juntos possam combater essa doença e continuar a dar o seu contributo para o bem de Cabo Verde.

Nhonhô Hopffer, nascido a 18 de Maio de 1956, é natural do concelho de Santa Catarina, tendo começado a vida musical por volta dos 15 anos de idade na cidade da Praia, onde prosseguiu os estudos secundários no Liceu Domingos Ramos, cantando em noites musicais, tocatinas, serenatas e noutros espaços marcados pelo convívio.

Enquanto arquitecto, elaborou emblemáticos projectos de arquitectura no país, tais como os Paços do Concelho de Santa Catarina de Santiago, a sede da Caixa Económica de Cabo Verde, o edifício Banco Comercial do Atlântico em Chã d’Areia e o edifício Pombal na Fazenda, assinando os seus projectos por Nhonhô Hopffer Almada.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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