Governo e UE assinam convenção de financiamento no valor de 551 mil contos para projectos de competitividade

Cidade da Praia, 18 Jan (Inforpress) – O Governo de Cabo Verde e a União Europeia assinaram hoje, na Cidade da Praia, uma convenção de financiamento no valor cinco milhões de euros (cerca de 551 mil contos) para apoiar projectos de competitividade e melhorar o ambiente de negócios.

Assinado pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, e pela embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, o programa está inserido no Fundo Regional da União Europeia para a África Ocidental, orçado de 74 milhões de euros, visando apoiar esta região africana e mais oito países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no reforço da competitividade, comércio, criação de empregos, sobretudo para jovens e mulheres.

Na ocasião, o governante assegurou que o montante vai ser destinado a projectos de micro, pequenas e médias empresas e irá ajudar o Governo a acelerar o programa de reformas e melhorar o acesso a financiamento, mas também melhorar as condições para o ambiente de negócios em Cabo Verde.

“A nossa ideia é melhorar o ambiente de negócios para que as empresas pequenas do sector do turismo, tecnológicas de informações e comunicação, das energias renováveis, possam ter acesso a financiamento e melhor enquadramento para expandirem os seus negócios”, explicou, realçando que o Estado terá de ser facilitador, promotor e criar condições a nível dos transportes e do financiamento para que o sector privado possa ter as melhores condições de expandir e inovarem os seus negócios.

Para o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, o “mais importante” é que o programa seja executado dentro do prazo definido e que traga crescimento económico, aumento da riqueza e combata e elimine a pobreza, que afecta mais de 200 mil pessoas em Cabo Verde.

Por seu turno, a embaixadora da União Europeia (UE) em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, disse esperar que este apoio contribua para o reforço da competitividade e dinamismo do sector privado, para o desenvolvimento e crescimento económico inclusivo e que beneficie todos os cabo-verdianos.

“Acreditamos que este instrumento venha também contribuir para a melhoria do ambiente de negócios em Cabo Verde e, consequentemente, do ranking do país nesta matéria”, sublinhou a representante da UE, mostrando-se optimista que o montante possa ajudar ainda o país a atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas de promover um crescimento económico sustentado, inclusivo, com emprego pleno, produtivo e com trabalho digno para todos.

Sofia Moreira de Sousa adiantou que o programa será implementado pelo PNUD, com duração de cinco anos, sendo que a primeira fase abrange oito países da África Ocidental e Cabo Verde é um dos beneficiários.

Segundo a representante, o fundo é um instrumento para alcançar o objectivo primordial acordado entre a UE e os países da União Africana (UA) que é a criação de emprego no continente e o desenvolvimento económico sustentável, visando impulsionar o crescimento económico inclusivo, o comércio regional e global dos produtos nacionais dos países e contribuir para a melhoria do ambiente de negócios da região.

O Fundo Regional da União Europeia para a África Ocidental tem por objectivo apoiar a criação de mais valia no processo da produção e comercialização de produtos e serviços com maior potencial da exportação a nível das tecnologias de informação e comunicação, agro-pecuários, energias renováveis e cultura.

AV/JMV

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos