Governo assina acordo institucional com bancos comerciais para partilha de riscos no financiamento às IMF

 

Cidade da Praia, 05 Out (Inforpress) – O Ministério das Finanças assinou hoje um acordo institucional com o Banco Comercial do Atlântico (BCA) e o Banco Interatlântico (BI), visando a partilha de riscos no financiamento às Instituições de Micro-finanças (IMF) em Cabo Verde.

Acordo similar já tinha sido assinado com a Caixa Económica, o Banco Cabo-verdiana de Negócios (BCN), com a Ecobank e o Banco BAI e a Associação dos Profissionais das Instituições de Micro Finanças de Cabo Verde (APIMF-CV).
Segundo esse protocolo, o Estado vai bonificar 50% dos juros dos créditos para que os bancos comerciais possam disponibilizar dinheiro às IMF num risco repartido com o Estado.

O montante global a ser bonificado é de até 100 mil contos.

A ideia, de acordo com o ministro das Finanças, Olavo Correia, é a de apoiar as micro-finanças, apostando na formalização da economia, na inclusão financeira e na geração de empregos e rendimentos.

“Todos aqueles que querem ter um projecto de vida nos sectores do turismo, do comércio, da indústria e a do agro-indústria vão ter condições de acesso ao financiamento a juros bonificados pelo Estado a 50%”, disse o governante.

“Portanto, se o juro for 9% , as IMF apenas pagarão 4,5%, sendo que 50% será encargos do Estado de Cabo Verde. Então isto é uma forma de nós facilitarmos o acesso ao financiamento por parte das IMF”, acrescentou.

Olavo Correia garantiu que o Governo está a trabalhar para criar um ecossistema em que também as pequenas, as médias e as grandes empresas possam vir a ter financiamento mais barato e mais fácil com sistema de bonificação e de garantia.

O objectivo, sublinhou , é de quebrar essa barreira que existe hoje e que vem dificultando o acesso ao financiamento por parte do sector privado.

“Vamos começar com 100 mil contos para as IMF, mas no Orçamento de Estado vamos ter um valor muito superior para as pequenas, médias e grandes empresas. O que nós queremos é que as empresas criem empregos. Possam inovar, produzir e exportar. Isso é essencial para que o país desenvolva, crie 7% e todos cabo-verdianos tenham uma vida condigna”, frisou o ministro.

Da parte dos bancos comerciais, o presidente do conselho de administração do BCA, António Guerra, disse que as instituições financeiras estão disponíveis para colaborar com o executivo e correr os riscos no sentido de ir ao encontro de uma “iniciativa meritória”, inscrita no programa do Governo, e que passa pelo fomento da economia social e o financiamento do empreendedorismo.

“Nós estamos aqui para contribuir e ajudar a lançar as bases de um ecossistema de financiamento da economia social e do microcrédito”, disse, salientando, contudo, que é necessário que as instituições respeitem o princípio básico da accountability.

Por seu lado, o presidente APIMF-CV, Jacinto Santos, realçou essa parceria e prometeu da parte das IMF tudo fazer para que este protocolo seja um sucesso e as Instituições das Micro-finanças possam ter recursos para responder às demandas que com as perspectivas do mau ano agrícola vão aumentar.

MJB/JMV

Inforpress/fim

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