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Governo apela à mudança de atitudes para a sustentabilidade do ecossistema

Cidade da Praia, 13 Set (Inforpress) – O secretário de Estado Adjunto para a Economia Marítima, Paulo Veiga, apelou hoje, à população em geral, à mudança de atitudes para a sustentabilidade do ecossistema, dos recursos para que as gerações vindouras possam ter um futuro melhor.

O repto foi lançado pelo governante, esta manhã, na cidade da Praia, momentos antes de presidir à abertura do ateliê de concertação para a preparação do Quadro Estratégico Unificado para a Economia Azul (CaSUEB), promovido pelo ministério da Economia Marítima em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“Os nichos para o crescimento da Economia Azul já estão identificados, mas é preciso partilhar com o sector privado, público e as associações e cada um de nós terá de mudar de atitudes e a forma de fazer as coisas de desenvolver os negócios, diminuir os desperdícios que podemos produzir e desses desperdícios fazer outras áreas de negócios”, precisou.

Para o secretário de estado, a economia azul é um conceito que engloba a economia, as pessoas e o ambiente, que envolve a mudança de atitudes e uma visão diferente da economia, e mostrou-se ciente de que para alcançar a sustentabilidade do ecossistema e dos recursos é preciso percorrer um longo caminho.

Para tal, revelou que o Governo já implementou algumas medidas que passam pela adopção da carta do crescimento azul e criação de um observatório da economia azul que, no seu entender, vai permitir aos especialistas analisar qual é a posição do país e que caminho deve seguir.

Assegurou que o projecto de economia azul financiado pelo Banco Africano do Desenvolvimento (BAD) e liderado pela FAO vai permitir ao país identificar e fazer um estudo de viabilidade dos investimentos e criar mecanismos de financiamento para o conceito da economia azul.

Por outro lado, disse que sendo Cabo Verde um país insular que tem sofrido com as alterações climáticas sobretudo com a problemática dos plásticos nos oceanos é necessário que todos se engajem nesta causa que é de todos.

Por seu turno, o coordenador do projecto da economia azul da FAO, Joseph Catanzano, explicou que uma das prioridades do projecto é fazer do conceito da economia azul passe na perspectiva de crescimento para a população e instituições que lidam com os recursos marítimos e actividades local de modo a responder ao objectivo do crescimento económico no aspecto da durabilidade dos recursos do ecossistema.

No seu entender, o arquipélago é um país insular com “problemas particulares” e tem sido “muito dinâmico” no grupo dos países insulares onde beneficiam do fundo de apoio de intervenção dos estados internacionais.

“A prioridade para Cabo Verde é a identificação dos nichos de crescimento azul, algo que tem feito em 2017, e hoje vamos complementar esse dossiê com questões do domínio da energia renovável, do turismo e ecoturismo e procurar soluções para o sector”, sublinhou.

Para Joseph Catanzano, o problema das pescas em Cabo Verde é uma questão que não diz respeito apenas à Direcção-geral das Pescas, mas também dos ministérios das Financias, da Família e do Turismo, que é o sector chave da economia cabo-verdiana.

O ateliê vai permitir recolher subsídios junto de diferentes entidades, como as entidades públicas, sector privado e organizações da sociedade civil para a elaboração de um conjunto de instrumentos nacionais visando a promoção do Quadro Estratégico Unificado para a Economia Azul (CaSUEB).

Os objectivos do CaSUEB permitirão clarificar as questões relacionadas com os potenciais nichos de crescimento azul identificados em 2016, através dos «Nichos de crescimento azul» (Programa FAO/FMM).

AV/ZS

Inforpress/Fim

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