Governo anuncia que 2019 será o “ano de viragem” para o sector das pescas em Cabo Verde  

Assomada, 05 Fev (Inforpress) – O secretário de Estado Adjunto para a Economia Marítima anunciou hoje, que 2019 vai ser o “ano de viragem” para o sector das pescas em Cabo Verde, lembrando se tratar de uma área “extremamente importante” para a economia cabo-verdiana.

“2019 será o ano de viragem para o sector das pescas que é importante para a economia do país. Nós temos como política no sector a melhoria da pesca artesanal, empoderar o sector semi-industrial e criar um sector industrial”, afirmou o secretário de Estado Adjunto para a Economia Marítima, Paulo Veiga.

O governante fez essas considerações quando falava esta terça-feira em Ribeira da Barca, no município de Santa Catarina (interior de Santiago), na abertura do VIII Encontro das Associações de Pescadores e Peixeiras de Santiago, no âmbito das comemorações do Dia do Pescador Cabo-verdiano, assinalado hoje sob o lema “Com os pescadores pelo desenvolvimento”.

De entre os problemas colocados na ocasião pelo presidente da Cooperativa dos pescadores, Peixeiras e Armadores de Santiago Norte, José Rui de Oliveira, o mesmo disse acreditar que são “idênticos” aos de todas as vilas piscatórias, ou seja, a produção de gelo, equipamentos de frio para conservação do pescado, problema do gasóleo, arrastadores e melhoria nos cais de pescas, com os quais corrobora também Paulo Veiga.

Tendo em conta que o sector das pescas é também “fonte de proteína do povo”, Paulo Veiga afirmou que Governo tem que valorizar os pescadores, peixeiras e vendedores de peixe, tendo na ocasião garantido que até o final do ano todas essas questões vão estar resolvidas, lançando ainda como novidade, o facto de que, para a produção vão apostar em energias renováveis.

Nesse sentido, fez saber que consta no programa do Governo dar uma atenção especial ao sector das pescas, aliás, lembrou que o executivo tem estado a investir fortemente no sector das pescas e que esta dinâmica vai continuar.

Além desses problemas primários trazidos a lume, Paulo Veiga indicou que vão continuar a investir na formação para pescadores e vendedores de peixe, em termos de higiene, segurança e de mais valor ao pescado e nas outras formas de conserva do pescado que não seja só pelo frio ou pelo gelo.

“O sector das pescas representa o equilíbrio da balança de troca externa de Cabo Verde. Quase 90 por cento (%) de exportação de Cabo Verde recai na pesca”, disse, lembrando que Cabo Verde é 99 % mar e apenas 1% terra.

No caso da vila piscatória de Ribeira da Barca, o governante deixou o compromisso de pôr a máquina de gelo a funcionar o “mais brevemente possível”, e de ajudar a Associação dos Pais e Encarregados de Educação de Ribeira da Barca na conclusão da construção de uma embarcação, de melhorar o arrastadores local, investir na Unidade de Transformação e Agregação do Valor do Pescado (UTAV) e ainda recuperar o porto local e dá-lo a dinamização que merecer ter.

A propósito dos arrastadores, garantiu que já têm financiamento disponível e que vão executar obras nesse sentido em todas as 88 comunidades piscatórias existentes no país.

O secretário de Estado Ajunto para a Economia Marítima informou ainda, na ocasião, que a Enapor-Portos de Cabo Verde está a fazer um estudo de infraestruturas portuárias a nível do país para que se possa ter portos, desembarcadouros, arrastadores, visando ligar o arquipélago em rede, para que a indústria de pesca possa ser “mais eficiente”.

De acordo com os dados estatísticos, Cabo Verde tem mais 88 comunidades piscatórias, 70 desembarcadouros, 5.000 pescadores e 3.000 peixeiras. Na indústria de exportação de pescado estão a trabalhar 5.000 pessoas.

As comemorações oficiais do Dia do Pescador Cabo-verdiano em Santiago foram organizadas pelo do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), inserindo palestras, animação cultural, actividades desportivas e um almoço popular.

No acto estiveram presentes pescadores e peixeiras de toda a ilha de Santiago, vereadores, responsáveis pelo sector das pescas e do presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, José Alves Fernandes, quem reconheceu que o sector das pescas tem dado um grande contributo na segurança alimentar nesse município do interior de Santiago e de Cabo Verde no seu todo.

FM/FP

Inforpress/Fim

 

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