Governo afirma que quer garantir a transparência e igualdade para com as instituições financeiras

 

Cidade da Praia, 18 Ago (Inforpress) – O Governo quer garantir transparência e igualdade no tratamento com as instituições financeiras, assumindo todo o compromisso feito pelo Estado e evitando que as responsabilidades públicas sejam transferidas para as instituições privadas.

O repto foi lançado pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, ao presidir hoje, na Cidade da Praia, o acto de assinatura do acordo entre o Estado e a Caixa Económica de Cabo Verde (CECV), que estabelece as formas e condições de pagamentos dos valores das bonificações de juros e outras dívidas a favor dessa instituição financeira.

“O que nós queremos com a Caixa Económica e com o Banco Comercial do Atlântico (BCA) é marcar a diferença substancial, cumprindo os compromissos e evitar que as responsabilidades públicas sejam transferidas para as instituições privadas”, disse o governante, indicando que com este acordo o Estado vai pagar, regularmente, todas as dívidas referentes a 2004/2016 assumidas pelo anterior Governo.

Segundo o ministro, o cumprimento de contractos e confiança são essenciais para que o Governo possa criar um quadro de estabilidade e previsibilidade para incrementar o crescimento económico, o financiamento da economia e o relacionamento entre o Estado e as instituições públicas e privadas.

Olavo Correia admitiu que o acordo entre o BCA assinado anteriormente, e a Caixa Económica vai custar ao Estado cerca de 2 milhões de contos, dívida contraída pelo anterior Governo.

“A partir de agora, o quadro será normalizado, todos aqueles que estão ilegíveis vão poder ceder aos benefícios em matéria de bonificação”, garantiu o ministro.

Por seu turno, o presidente da comissão executiva na Caixa Económica de Cabo Verde, António Moreira Semedo, disse que o acordo vai permitir a normalização do processo e o início de uma nova fase de relacionamento entre as duas partes.

“A dívida é de 990 mil contos mais 160 mil contos que não foram reconhecidos pelo anterior Governo”, revelou o gestor adiantando que o incumprimento da obrigação legal por parte do Estado contribuiu para um conjunto de prejuízos materiais e imateriais para a Caixa Económica, mas também para os clientes.

Para além desses prejuízos, explicou que a Caixa Económica estava ainda impedida de aplicar esse montante.

“Em relação ao crédito habitação bonificado, neste momento está-se a negociar com o tesouro a plataforma de comunicação das operações para a sua retoma, e em relação a outras operações, estão reestabelecidas a confiança e o processo vai entrar no seu percurso normal”, esclareceu.

AV/FP

Inforpress/Fim

 

 

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