Governante diz que aumento das exportações cabo-verdianas se deve à melhoria do ambiente do negócio (c/áudio)

Cidade da Praia, 29 Jan (Inforpress) – O ministro das Finanças disse hoje que o aumento das exportações cabo-verdianas registadas no ano passado se deve, por um lado, à melhoria do ambiente do negócio e, por outro, por uma “abordagem positiva” em relação às empresas.

“São as empresas que geram rendimentos, criam empregos, produzem, exportam e inovam,” pelo que, prosseguiu Olavo Correia, “merecem todo o incentivo da parte do Governo e dos cidadãos cabo-verdianos.

O governante reiterou que o executivo liderado por Ulisses Correia e Silva “está a trabalhar para que as coisas aconteçam” e para que o país tenha uma “dinâmica de crescimento ainda superior”.

Olavo Correia fez essas considerações à imprensa à margem do encontro que teve esta segunda-feira com um grupo de jovens empreendedores de diversos concelhos do país.

Lembrou que a economia cabo-verdiana cresce hoje a cerca de cinco por cento, mas que existe o potencial que permite que este crescimento atinja os sete por cento, se forem removidos rapidamente os obstáculos que ainda perduram e o Governo “está a trabalhar para os remover”.

Relativamente à subidamente de Cabo Verde três lugares no Índice de Percepção de Corrupção (IPC) de 2018, elaborado pela Transparência Internacional, diz que é um “bom sinal” e, que, apesar de o país estar “bem posicionado”, quer estar juntamente com os melhores.

“A nossa ambição é elevada e somos ambiciosos nessa matéria”, enfatizou o ministro das Finanças, que é também vice-primeiro-ministro, reconhecendo, porém, que é preciso que se trabalhe ainda mais.

Lembrou que o Governo já mudou muita coisa e citou, entre outros, o caso da nova lei do Tribunal de Contas que agora pode fazer a fiscalização concomitante.

Segundo as suas palavras, está a ser alterada a lei de base do orçamento, assim como tudo aquilo que tem a ver com o quadro de publicação das contas públicas em ordem a tornar toda a tramitação orçamental e financeira do Estado “transparente”, de modo que todos os cidadãos, as empresas e as instituições, em geral, “possam auditar a todo o tempo tudo o que o Estado vem fazendo”.

Com isto, avança o governante, o objectivo é permitir que os recursos públicos sejam utilizados da melhor forma possível para que os resultados apareçam em prol dos cidadãos e em todas as ilhas de Cabo Verde.

“Estamos no bom caminho, mas temos que continuar a trabalhar para que possamos atingir lugares cimeiros em matéria da corrupção no mundo”, desejou Olavo Correia.


LC/CP

Inforpress/Fim

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