Governador do BCV enaltece importância das microfinanças para acesso dos pobres ao sector financeiro

Cidade da Praia, 30 Jul (Inforpress) – O governador do Banco de Cabo Verde (BCV), João Serra, disse hoje na cidade da Praia que as microfinanças representam um “elo importante” para mitigar o fosso existente entre os pobres e o sector financeiro.

João Serra discursava na abertura do I Fórum sobre Microfinanças, que acontece hoje e terça-feira na sala de formação do BCV. O evento é organizado pelo Banco Central em parceria com a Associação Profissional das Instituições de microfinanças de Cabo Verde (APIMF-CV).

O governador do Banco de Cabo Verde defendeu que o sector de microfinanças poderá ser um “importante” recurso para o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas, uma vez que estas defrontam “maiores dificuldades” de obter crédito no sector bancário formal clássico.

Prosseguindo, aquele responsável acrescentou que em Cabo Verde, apesar da microfinança não se limitar apenas ao microcrédito, é de se reconhecer, no entanto, que, até agora, esta é a sua vertente mais conhecida e perceptível.

João Serra acrescentou ainda no seu discurso que as instituições de microcrédito deverão ser “financeiramente sólidas e auto-suficientes”, constituindo fundos rotativos e lucrativos, para que não permaneçam na dependência eterna de financiamentos a fundo perdido ou ponham em causa a sua continuidade.

Sobre o I Fórum sobre Microfinanças, João Serra afirmou que se trata de uma “oportunidade ímpar” para esclarecimentos, troca de experiências e preocupações, partilha de ensinamentos e proposta de soluções.

Antes de terminar a sua intervenção o governante do BCV manifestou todo o interesse da instituição que dirige na implementação e criação das condições institucionais e regulatórias, para o desenvolvimento sustentável e inclusivo das instituições de microfinanças em Cabo Verde.

Conforme os resultados do III Inquérito às Despesas e Receitas das Famílias apresentados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em 2015 existiam em Cabo Vede cerca 180 mil pessoas em situação de pobreza, correspondendo a aproximadamente 35% do total da população.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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